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Preço da gasolina chega ao maior valor da história nesta segunda-feira (7) nos Estados Unidos
Publicado 07/09/2026 • 11:50 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 07/09/2026 • 11:50 | Atualizado há 2 meses
Foto: Freepik
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O preço da gasolina nos Estados Unidos bateu recorde histórico no feriado do Labor Day, celebrado nesta segunda-feira (7). A média nacional do galão de gasolina comum sem chumbo ficou em 4,15 dólares, segundo a AAA, associação americana de motoristas. É a primeira vez que o preço supera a marca de 4 dólares nesse feriado.
O recorde anterior era de US$ 3,82, registrado em 3 de setembro de 2012. Apesar de o valor atual estar abaixo da máxima de US$ 4,56 alcançada em maio deste ano, o preço segue cerca de 30% acima da média de US$ 3,20 paga pelos motoristas um ano atrás, de acordo com a AAA.
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Brittany Moye, porta-voz da AAA, afirmou que a demanda por gasolina costuma cair após o verão, o que normalmente levaria a preços mais baixos. Segundo ela, o custo elevado do petróleo bruto neste ano compensou essa tendência sazonal.
O preço do diesel também bateu recorde às vésperas do feriado prolongado, a US$ 5,90 o galão nesta segunda-feira (7), ante US$ 3,71 um ano atrás, segundo a mesma fonte.
Os contratos futuros de petróleo WTI, referência para os preços americanos, eram negociados a cerca de 92 dólares o barril por volta das 9h30, no horário do leste dos Estados Unidos, nesta segunda-feira. O valor se compara a cerca de 67 dólares antes do início da guerra entre Estados Unidos e Irã, em 28 de fevereiro. O Brent, referência internacional, era negociado a cerca de 97 dólares o barril, ante US$ 72 antes do conflito.
O fluxo de petroleiros pelo Estreito de Ormuz tem sido afetado ao longo do conflito, o que reduziu a oferta global do produto, principal insumo da gasolina e geralmente o maior componente do preço no varejo.
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Siga o Times | CNBCCerca de 4,9 milhões de barris de petróleo bruto e derivados líquidos foram transportados diariamente pelo estreito no segundo trimestre deste ano, queda expressiva frente à média de 21,6 milhões de barris por dia registrada no último trimestre de 2025, antes do início do conflito no Irã, segundo dados da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos.
Refinarias também saíram de operação em razão da guerra entre Estados Unidos e Irã e do conflito entre Rússia e Ucrânia, o que afeta a oferta de gasolina. Andy Lipow, presidente da consultoria Lipow Oil Associates, em Houston, afirmou que a combinação de interrupções no fornecimento do Oriente Médio com danos a refinarias no Oriente Médio e na Rússia reduz o volume de petróleo que chega ao mercado.
Os estoques de gasolina nos Estados Unidos ficaram 6% abaixo da média na semana encerrada em 28 de agosto, segundo a Administração de Informação de Energia.
Lipow apontou um possível fator de alívio para os preços nos próximos meses. Segundo ele, a transição da indústria para a gasolina de formulação de inverno, que ocorre em setembro, deve proporcionar algum alívio nas bombas de combustível.
A gasolina de inverno costuma ser mais barata por ter custo de produção menor, segundo a Administração de Informação de Energia. A gasolina de verão, formulada com mistura mais cara, deixa de ser produzida geralmente em 15 de setembro.
Neste ano, com o objetivo de aumentar a oferta e reduzir os preços, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos anunciou em 20 de agosto que a gasolina de inverno poderia ser vendida a partir de 1º de setembro, antecipando o fim da exigência da mistura de verão.
Ainda assim, a oferta global de petróleo segue como fator determinante para a trajetória dos preços da gasolina, segundo especialistas. Lipow afirmou que o mercado aguarda para ver se Estados Unidos e Irã chegam a algum entendimento que reabra o Estreito de Ormuz a todo tipo de tráfego.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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