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Ouro encerra em queda de mais de 1% com dados de emprego dos EUA

Publicado 04/09/2026 • 15:15 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Ouro para dezembro encerrou a US$ 4.476,60 por onça-troy, com queda de 1,15% na semana.
  • Mercado agora aguarda o CPI de agosto para calibrar as apostas sobre os juros do Fed.
  • Bancos centrais europeus vêm movimentando parte de suas reservas de ouro mantidas nos Estados Unidos.
Barras de ouro

Foto: Unsplash

O ouro fechou a sexta-feira (4) em queda de mais de 1%, abaixo do nível de US$ 4.500 por onça-troy, após a divulgação do payroll de agosto nos Estados Unidos.

Os dados de emprego reforçaram as expectativas de que o Federal Reserve (Fed) poderá manter uma postura mais restritiva nas próximas reuniões, fortalecendo o dólar e elevando os rendimentos dos Treasuries.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em baixa de 1,37%, a US$ 4.476,60 por onça-troy. Na semana, o metal acumulou queda de 1,15%.

A prata para dezembro recuou 1,41% nesta sexta-feira, a US$ 66,74 por onça-troy. No acumulado da semana, a queda foi de 1,53%.

O payroll de agosto reforçou o argumento para uma alta de juros pelo Fed em setembro, segundo avaliação do ING. A decisão, no entanto, ainda dependerá da divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos na próxima sexta-feira.

Para o banco holandês, os dados de inflação dificilmente serão fracos o suficiente para impedir um novo aperto monetário.

O Commerzbank avalia que o mercado deve concentrar a atenção nos números de inflação de agosto. Caso os dados mostrem novamente pressões moderadas sobre os preços, as expectativas para os juros podem ser reduzidas, o que tende a oferecer suporte ao ouro.

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A perspectiva para a política monetária influencia diretamente o metal, que não oferece rendimento. Juros mais elevados aumentam a atratividade relativa de ativos de renda fixa e tendem a favorecer o dólar, enquanto a queda dos juros pode beneficiar o ouro.

Além dos dados econômicos, o mercado acompanha movimentos de bancos centrais em relação às reservas de ouro. Nesta semana, o Banco Central da Holanda transferiu cerca de US$ 12 bilhões em ouro que estavam depositados no Federal Reserve de Nova York para Londres.

O movimento ocorreu após uma operação semelhante do Banco Central da França, que levou parte de suas reservas de ouro mantidas nos Estados Unidos para Paris.

Para o economista Paul Krugman, vencedor do Prêmio Nobel de Economia, as transferências refletem um aumento da desconfiança em relação aos Estados Unidos. Segundo ele, porém, o impacto econômico e financeiro direto das operações tende a ser limitado.

Krugman avalia que não devem ocorrer grandes remessas físicas de ouro entre os continentes. Os bancos centrais estrangeiros podem vender o metal armazenado em Nova York a compradores privados nos Estados Unidos e recompor suas reservas por meio de compras de vendedores privados na Europa.

Para o economista, portanto, o principal efeito das movimentações é simbólico.

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