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Ouro encerra em alta após avanços no cenário geopolítico e expectativa de melhora no ciclo monetário
Publicado 29/05/2026 • 15:44 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 29/05/2026 • 15:44 | Atualizado há 3 semanas
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Ouro
O ouro encerrou o pregão desta sexta-feira (29) em alta motivada pelo avanço das negociações para o fim do conflito no Oriente Médio. A esperança de um desenrolar positivo nas questões geopolíticas colaborou para formação das previsões em relação aos juros, que também beneficiaram o resultado.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em alta de 1,33%, a US$ 4.593,0 por onça-troy, avançando 1,54% na semana. Já a prata para julho recuou 0,05%, a US$ 75,875 por onça-troy, perdendo 0,42% semanalmente.
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O mercado de metais preciosos ganhou novo fôlego em meio às esperanças de um acordo, segundo o TD Securities. O presidente norte-americano Donald Trump, afirmou no começo da tarde que participaria de uma reunião antes de dar sua palavra final, apesar dos impasses em relação ao programa nuclear iraniano e o Estreito de Ormuz. Entretanto, a imprensa iraniana declarou que nem todas as declarações de Trump são precisas ou estão na versão final, como a reabertura completa da via em Ormuz e o destino dos recursos nucleares do Irã.
O cenário também voltou a derrubar os preços do petróleo, com o Brent caindo abaixo de US$ 90, o que aliviou as preocupações inflacionárias e pressionando também o dólar e os rendimentos dos Treasuries, oferecendo suporte ao ouro, segundo o Saxo Bank. Já o Commerzbank nota que, em meio ao reajuste nas expectativas de política monetária, o ouro se beneficiou como um ativo que não gera rendimento. Por volta das 14h30 (de Brasília), o mercado observava março de 2027 como o próximo mês para uma alta nos juros nos EUA, segundo a ferramenta CME Group.
Também no radar, autoridades do Federal Reserve (Fed) divergiram sobre o caminho correto a seguir. Enquanto a vice-presidente de Supervisão, Michelle Bowman, afirmou que uma postura mais restritiva pode ser necessária, a presidente do Fed da Filadélfia, Anna Paulson, defendeu a manutenção dos juros, segundo a Baha.
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