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Ouro cai com avanço do petróleo e temor de juros mais altos nos EUA
Publicado 23/07/2026 • 15:16 | Atualizado há 3 meses
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Petróleo oscila com retomada de negociações no Oriente Médio, e Brent se mantém perto de US$ 116 o barril nesta terça
Fed deve manter juros estáveis, mas Warsh pode sinalizar novas altas
Publicado 23/07/2026 • 15:16 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
O ouro registrou forte queda nesta quinta-feira (23), pressionado pelo avanço dos preços do petróleo e pelo aumento das apostas de que o Federal Reserve (Fed) poderá manter uma política monetária mais restritiva diante dos riscos inflacionários provocados pela escalada das tensões no Oriente Médio.
O contrato mais negociado do metal precioso recuou 2,45%, encerrando o dia cotado a US$ 4.050,20 (R$ 20.696,52) por onça-troy na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex). A prata para setembro também caiu 2,92%, fechando a US$ 58,054 (R$ 296,86) por onça-troy.
A valorização do petróleo, impulsionada pelas interrupções nos fluxos marítimos no Oriente Médio, reforçou as preocupações com uma nova pressão sobre a inflação global. Esse cenário levou investidores a ampliar as expectativas de manutenção de juros elevados nos Estados Unidos, elevando os rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) e reduzindo a atratividade do ouro, que não oferece remuneração por juros.
Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de um aperto monetário até setembro já supera 80%. Para a reunião da próxima semana, no entanto, a maior aposta do mercado continua sendo a manutenção da taxa básica de juros, com 62,1% de probabilidade.
O avanço do petróleo voltou a ganhar força após o barril do Brent atingir novamente a marca de US$ 100, refletindo o agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã. A expectativa é que a alta da commodity aumente os custos de energia e reacenda pressões inflacionárias, dificultando uma flexibilização da política monetária americana.
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Siga o Times | CNBCCom juros elevados por mais tempo, os rendimentos dos Treasuries tendem a subir, reduzindo o interesse por ativos como o ouro, tradicionalmente procurado como proteção em momentos de incerteza, mas que perde competitividade quando os títulos públicos oferecem retornos maiores.
Apesar da queda desta sessão, o UBS mantém uma perspectiva favorável para o metal precioso no médio e no longo prazo. O banco destaca que o ouro acumulou ganhos no início da semana e que as ações de mineradoras listadas em Hong Kong e na China avançaram cerca de 20% em apenas três dias.
“Acreditamos que o sentimento em relação ao ouro está começando a melhorar e continuamos esperando que os preços se recuperem dos níveis atuais até o final do ano”, afirmou o banco.
O UBS projeta o ouro em US$ 4.675 (R$ 23.889,25) ao fim de 2026 e em US$ 4.800 (R$ 24.528,00) no encerramento de 2027. Para a instituição, os principais fatores a acompanhar nos próximos meses serão as decisões de política monetária do Fed e a evolução do conflito no Oriente Médio.
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