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Ouro encerra sessão próximo da estabilidade com dólar forte e juros elevados
Publicado 20/07/2026 • 15:38 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 20/07/2026 • 15:38 | Atualizado há 3 meses
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Pixabay
Ouro
O ouro encerrou a sessão desta segunda-feira (20) em leve queda, próximo da estabilidade após o recuo registrado na semana anterior.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o contrato do ouro para agosto caiu 0,07% a US$ 4.015,9 por onça-troy. Na mesma sessão, a prata para setembro avançou 1,32%, encerrando o dia cotada a US$ 57,072 por onça-troy.
Mesmo com a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e a valorização do dólar, o ouro permaneceu acima do nível de US$ 4 mil por onça-troy, em um movimento de resistência.
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Durante o pregão, a redução das tensões entre Estados Unidos e Irã diminuiu a procura por ativos considerados mais seguros, influenciando o comportamento dos mercados e contribuindo para o retorno do petróleo Brent ao patamar superior a US$ 90 por barril.
Segundo Soojin Kim, analista do MUFG, a expectativa de juros elevados por mais tempo reduziu o tradicional atrativo do ouro como ativo de proteção.
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Siga o Times | CNBCDe acordo com a avaliação, o metal permanece em uma faixa de negociação mais restrita, apesar dos riscos geopolíticos, pois a possibilidade de juros mais altos reduz a demanda por ativos sem rendimento, como o ouro.
A Capital Economics afirmou que o ouro passou a apresentar comportamento mais próximo ao de um ativo de risco, com preços elevados em relação a alguns fundamentos, como as taxas de juros reais de longo prazo, que normalmente influenciam o desempenho do metal. A consultoria avaliou que o movimento recente pode refletir uma redução parcial da demanda especulativa pelo ouro.
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A empresa também destacou que as compras realizadas por bancos centrais exerceram papel relevante na sustentação da demanda em determinados períodos, mas projeta a continuidade da recente trajetória de queda nos preços do metal.
Para a Capital Economics, a principal função do ouro em uma carteira de investimentos não está nos retornos esperados, mas na proteção contra eventos de queda nos mercados, como fortes desvalorizações das ações ou choques inflacionários.
A consultoria avalia, porém, que o aumento dos fluxos especulativos pode ter reduzido essa característica de proteção, fazendo com que o metal apresente sinais de comportamento mais semelhante ao de um ativo de risco do que ao de um porto seguro tradicional.
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