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Ouro encerra o dia estável, mas acumula queda de 12% no mês com tom mais duro do Fed
Publicado 30/06/2026 • 16:19 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 30/06/2026 • 16:19 | Atualizado há 2 horas
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Foto: Freepik
O ouro encerrou a sessão desta terça-feira, 30, praticamente estável, em meio às expectativas de uma postura mais cautelosa do Federal Reserve (Fed) diante de indicadores que mostram resiliência do mercado de trabalho nos Estados Unidos. Apesar da relativa estabilidade no dia, o metal precioso acumula forte pressão vendedora ao longo do mês e do trimestre.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato de ouro para agosto fechou com leve recuo de 0,01%, cotado a US$ 4.038,50 por onça-troy. No acumulado mensal, a queda chega a 12,10%, enquanto no trimestre a retração é de 13,10%, a mais intensa em 13 anos, segundo dados compilados pela Reuters. No semestre, o recuo gira em torno de 7%.
A prata também apresentou forte volatilidade. O contrato para julho subiu 2,23%, encerrando a US$ 59,477 por onça-troy, mas ainda assim acumula perdas expressivas: queda de 21,61% no mês, 20,61% no trimestre e cerca de 16% no semestre.
Durante o pregão, o ouro chegou a tocar a região dos US$ 3.900 na mínima do dia, antes de recuperar o patamar psicológico dos US$ 4.000 ao final das negociações.
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Siga o Times | CNBCSegundo análise do Swissquote, o metal passa por uma fase de consolidação com viés de baixa no médio prazo, embora ainda seja visto como um ativo atrativo para investidores de longo prazo. Já o Société Générale avalia que, apesar da correção prolongada, o mercado ainda não apresenta sinais consistentes de reversão. Para o banco, a região de US$ 4.100 pode funcionar como resistência importante em caso de tentativa de recuperação.
No cenário macroeconômico, dados recentes dos Estados Unidos mostraram criação de vagas acima do esperado em maio, reforçando a percepção de um Fed mais cauteloso na condução dos cortes de juros. Para o MUFG, fatores como dólar forte, preços de energia em queda e juros elevados por mais tempo seguem pressionando o ouro, ao reduzir a demanda por ativos de proteção que não oferecem rendimento.
Um relatório do Fórum Oficial das Instituições Monetárias e Financeiras (OMFIF) indica, no entanto, que o ouro segue como o ativo mais desejado por gestores de reservas de bancos centrais.
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