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Ouro recua após sequência de altas com inflação dos EUA no radar

Publicado 13/08/2026 • 15:23 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Ouro para dezembro caiu 1,05%, a US$ 4.420,40 por onça-troy, interrompendo a sequência recente de valorização do metal precioso.
  • PPI dos Estados Unidos ficou estável em julho e abaixo das expectativas, reforçando perspectivas de uma política monetária mais branda pelo Fed.
  • Analistas mantêm visão positiva para o ouro no longo prazo, mas dólar e rendimentos dos Treasuries podem determinar os próximos movimentos dos preços.

O ouro interrompeu a sequência de ganhos nesta quarta-feira (13), com investidores repercutindo novos dados de inflação dos Estados Unidos e avaliando seus possíveis efeitos sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed).

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato do ouro para dezembro recuou 1,05%, a US$ 4.420,40 (R$ 23.030,28) por onça-troy. A prata para setembro caiu 1,08%, a US$ 64,993 (R$ 338,61) por onça-troy.

O movimento representou uma devolução de parte dos ganhos recentes dos metais, em uma sessão marcada pela divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, depois de o índice de preços ao consumidor (CPI) apresentar comportamento dentro do esperado.

Inflação reforça expectativas sobre o Fed

O PPI dos Estados Unidos ficou estável em julho na comparação com junho e avançou 4,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os resultados ficaram abaixo das projeções dos analistas.

O núcleo do indicador, que exclui componentes voláteis como energia, também apresentou alta inferior às expectativas na comparação mensal, enquanto o avanço anual ficou em linha com o previsto.

Os dados ampliaram a percepção de que o Fed poderá adotar uma política monetária mais branda, cenário que tende a favorecer ativos como o ouro.

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Dólar e Treasuries seguem no radar

O Swissquote avalia que há espaço para um fortalecimento adicional da demanda pelo metal precioso, embora oscilações do dólar e dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano possam pressionar as cotações no curto prazo.

“Há motivos para acreditar que o interesse pelo ouro se fortalecerá ainda mais. Oscilações no dólar e nos rendimentos dos Treasuries podem influenciar os movimentos intradiários – potencialmente pressionando os preços do ouro para baixo, caso essas taxas subam -, mas a perspectiva de longo prazo para o metal amarelo permanece bastante positiva, em meio aos esforços contínuos de desdolarização”, avalia o Swissquote.

Perspectiva permanece positiva

O Sucden Financial também mantém uma avaliação favorável para a trajetória do ouro, mas observa que o mercado se tornou mais sensível ao posicionamento dos investidores depois da forte valorização recente.

“A tendência mais ampla ainda aponta para cima, mas o mercado parece mais sensível ao posicionamento após a forte alta. Esperamos que as quedas encontrem suporte enquanto o dólar permanecer abaixo de 100,0 pontos no índice DXY, mas um movimento de alta mais expressivo provavelmente exigirá uma queda mais clara no rendimento dos títulos de 10 anos dos EUA”, avalia.

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