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Ouro avança com juros no radar e mercado à espera da inflação americana

Publicado 11/08/2026 • 15:49 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • Ouro sobe 0,48% e fecha acima de US$ 4.400 por onça-troy.
  • Petróleo e ouro avançam juntos, contrariando a relação negativa observada nos meses anteriores.
  • Fluxo de recursos para ETFs e expectativa por dados de inflação dos EUA sustentam o mercado de ouro.
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O ouro encerrou a sessão desta terça-feira (11) em alta e permaneceu acima da marca de US$ 4.400 por onça-troy. Na Comex, divisão de metais da Nymex, o contrato mais líquido, com vencimento em dezembro, avançou 0,48%, para US$ 4.441,10 por onça-troy.

Com o resultado, o ouro acumula valorização nas duas primeiras sessões da semana. A prata, por sua vez, terminou o dia em baixa. O contrato para setembro recuou 0,52%, para US$ 64,935 por onça-troy.

A valorização do ouro ocorreu mesmo com a alta do petróleo, em um movimento diferente do observado nos meses anteriores. Até então, os dois ativos mantinham, predominantemente, uma relação negativa.

Parte dessa dinâmica estava relacionada ao impacto do petróleo sobre as expectativas para os juros nos Estados Unidos. A alta da commodity contribuía para elevar as projeções de aumento das taxas pelo Federal Reserve, movimento que tende a pressionar o ouro.

Nesta semana, porém, os dois ativos avançaram simultaneamente. Segundo o Commerzbank, as expectativas para as taxas de juros subiram apenas ligeiramente, apesar da valorização do petróleo. Além disso, permanecem abaixo dos níveis registrados antes da divulgação, na sexta-feira anterior, de dados fracos sobre o mercado de trabalho americano.

Leia mais: Bolsas europeias ficam perto da estabilidade enquanto petróleo reage a Ormuz

O banco, contudo, avalia com ceticismo a recente alta do ouro. Para o Commerzbank, é pouco provável que as expectativas para os juros permaneçam desvinculadas da trajetória do petróleo por um período prolongado.

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As perspectivas para a política monetária do Federal Reserve estão entre os principais pontos acompanhados pelos investidores. Nesse cenário, os dados de inflação dos Estados Unidos ganham importância.

O índice de preços ao consumidor (CPI) americano tinha divulgação prevista para quarta-feira (12). O indicador é aguardado pelo mercado em busca de sinais sobre os próximos passos do Fed em relação às taxas de juros.

O mercado de ouro também encontra suporte no fluxo de investimentos para fundos negociados em bolsa (ETFs) ligados ao metal.

Dados da Bloomberg apontam entrada líquida de 14.5 toneladas em ETFs de ouro nos quatro pregões anteriores. Já dados do Conselho Mundial do Ouro (WGC) mostram que os ETFs globais registraram entradas líquidas de 23,5 toneladas em julho.

O resultado veio após dois meses de redução nas posições desses fundos, que acumularam queda de 92,5 toneladas no período.

Segundo o WGC, entre os fatores associados às entradas registradas em julho estão a correção das ações da tecnologia, o interesse comprador provocado por preços mais baixos do ouro, as incertezas relacionados ao Federal Reserve e as tensões contínuas entre Estados Unidos e Irã.

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