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Ouro encerra em alta na Comex com mercado atento aos próximos passos do Fed
Publicado 10/08/2026 • 15:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 10/08/2026 • 15:30 | Atualizado há 2 meses
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Ouro
O contrato mais líquido do ouro encerrou a segunda-feira (10), em alta na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex).
O ouro para dezembro subiu 0,45%, a US$ 4.419,70 por onça-troy, enquanto a prata para setembro avançou 2,8%, a US$ 65,272 por onça-troy.
No mercado de metais preciosos, os investidores concentraram a atenção nas perspectivas para os próximos passos do Federal Reserve (Fed). No caso do ouro, as expectativas para a política monetária americana se sobrepuseram à nova alta do petróleo e às notícias relacionadas à navegação pelo Estreito de Ormuz.
As pressões inflacionárias também permanecem entre os fatores relevantes para o comportamento das commodities.
O ouro se recupera após recuar brevemente para abaixo de US$ 4 mil por onça-troy. Apesar da recuperação, o metal ainda está bem abaixo do recorde registrado no fim de janeiro, quando o contrato contínuo alcançou a máxima histórica de US$ 5.354,80 por onça-troy.
Leia mais: Bolsas europeias fecham sem direção única em meio a incertezas sobre Ormuz
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Siga o Times | CNBCSegundo analistas do Saxo Bank, a recuperação foi favorecida por dados econômicos americanos mais fracos, pela redução do risco de aumentos de juros no curto prazo e pelo aumento das preocupações com a dívida fiscal dos Estados Unidos. O enfraquecimento do dólar e a demanda contínua de bancos centrais e investidores asiáticos também contribuíram para o movimento.
A divulgação do payroll na sexta-feira (7), também entrou no radar dos mercados. O relatório de empregos dos Estados Unidos provocou queda nos rendimentos dos Treasuries e elevou as expectativas de uma postura mais “dovish” do Federal Reserve, ou seja, mais favorável a juros menores ou menos restritivos.
Agora, a atenção dos investidores se volta aos dados de inflação americanos previstos para esta semana. Entre eles está o índice de preços ao consumidor (CPI) de julho, que pode ter peso na decisão sobre juros que o Fomc tomará em setembro. Também estão previstos os dados de inflação ao produtor (PPI).
As expectativas para a decisão de setembro permanecem divididas. Segundo a ferramenta de monitoramento do CME Group, o mercado atribuía 45,9% de probabilidade de alta dos juros e 54,1% de chance de manutenção das taxas. Assim, naquele momento, a manutenção apresentava uma vantagem de probabilidade sobre uma nova alta.
A perspectiva também foi comentada por Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca. Ele afirmou que, caso ocupasse atualmente uma posição de dirigente do banco central americano, manteria os juros inalterados ou os reduziria. Como justificativa, Hassett citou a força da economia americana e a queda dos preços.
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