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Ouro fecha em alta após acordo de paz entre Estados Unidos e Irã
Publicado 15/06/2026 • 16:09 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 15/06/2026 • 16:09 | Atualizado há 2 horas
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Ouro
Os contratos futuros do ouro encerraram o pregão em alta nesta segunda-feira (15), impulsionados pelo alívio nas tensões no Oriente Médio após o acordo firmado entre os Estados Unidos e o Irã. Apesar da melhora no cenário geopolítico, as baixas do barril de petróleo despertaram preocupações com as questões inflacionárias. Em meio a esse cenário, os investidores voltam suas atenções para as decisões de política monetária que serão anunciadas pelos bancos centrais durante esta semana.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em alta de 2,7%, a US$ 4.351,6 por onça-troy, enquanto a prata para julho avançou 3,2%, a US$ 70,18 por onça-troy.
Os metais estão em alta desde o começo do dia após a divulgação do cessar-fogo entre o país norte-americano e o país persa na véspera. Entretanto, as incertezas continuam devido a ausência do Líbano e de Israel do acordo. O cenário levou a uma queda forte do petróleo, acompanhado pelo enfraquecimento do dólar e dos rendimentos dos Treasuries.
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O TD Securities aponta que metais estão entre os mais beneficiados pelas notícias. No entanto, a recuperação pode ser temporária, levando em conta que os mercados ainda precificam aumento na taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed) no início de 2027, segundo o banco canadense.
Já o Swissquote associa a alta do metal à queda dos rendimentos dos Treasuries, que reduz o custo de oportunidade de manter ativos que não oferecem juros, mas observa o ouro e a prata como “vulneráveis a mudanças no sentimento global de risco”.
Ainda assim, o Barclays afirma que o ouro pode ser beneficiado pelos custos de energia mais baixos, que aliviam as pressões de inflação e de juros. O banco britânico mantém postura construtiva sobre o metal dourado, já que os fundamentos a médio prazo, como a incerteza política e a diversificação contínua das reservas, “deverão voltar a ter força assim que a tensão geopolítica se estabilizar”.
Nesta semana, o mercado acompanha as decisões de política monetária do Fed, a primeira sob comando de Kevin Warsh como presidente, do Banco do Japão (BoJ) e do Banco da Inglaterra (BoE).
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