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Ouro perde força após dado de inflação dos EUA; prata recua mais de 5%
Publicado 10/09/2026 • 15:31 | Atualizado há 43 minutos
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Publicado 10/09/2026 • 15:31 | Atualizado há 43 minutos
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Ouro
O ouro e a prata encerraram o pregão em baixa após a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos referente a agosto. O contrato mais líquido do ouro caiu mais de 1%, enquanto a prata recuou 5%, em um movimento associado à percepção de que uma inflação mais elevada pode levar o Federal Reserve a adotar uma postura mais rígida na condução da política monetária.
Na Comex, divisão de metais da Nymex, o contrato de ouro com vencimento em dezembro terminou em queda de 1,20%, a US$ 4.407,3 por onça-troy. A prata para dezembro caiu 5,42%, para US$ 64,92 por onça-troy.
A perspectiva de juros mais elevados também impulsionou os rendimentos dos Treasuries. Como o ouro e a prata não oferecem pagamento de juros, a alta desses rendimentos reduz a atratividade relativa dos metais preciosos.
A Sucden Financial destacou ainda que o interesse por ativos considerados de refúgio, em meio à escalada das tensões entre o Estados Unidos e o Irã, vem sendo contrabalançado pelo aumento do custo de oportunidade de manter o ouro. Segundo a instituição, o metal deve permanecer sensível aos indicadores de inflação dos Estados Unidos. Para voltar a ganhar força, seria necessária uma recuperação sustentada acima de US$ 4.430 por onça.
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Siga o Times | CNBCPara a Oxford Economics, a alta dos preços da energia ajudou a elevar o PPI americano. A consultoria, porém, avalia que os componentes do indicador sugerem uma leitura benigna para a inflação medida pelo PCE, apontado como a medida de inflação preferida pelo Fed.
A Oxford Economics considera que, caso não haja uma surpresa no índice de preços ao consumidor, os dados econômicos devem favorecer a manutenção dos juros pelo Fed na semana seguinte. A consultoria também prevê que novos aumentos nos preços da gasolina e do diesel contribuam para outra alta do PPI em setembro.
Entre os riscos para os próximos meses, a consultoria cita os preços da energia e a possibilidade de repasse desses custos para outros setores. Ainda assim, afirma que os números de inflação estão atualmente mais moderados do que no segundo trimestre, quando os preços globais do petróleo estavam no pico.
Nesse cenário, o CPI dos Estados Unidos referente a agosto, com divulgação prevista para sexta-feira (11), deve ganhar destaque por fornecer novas pistas sobre a trajetória das pressões inflacionárias na economia americana e ajudar a consolidar as expectativas em torno dos próximos passos do Federal Reserve.
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