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Ouro sobe e encerra o dia em alta com mercado atento às apostas de juros antes do payroll

Publicado 01/07/2026 • 15:30 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O ouro chegou a recuar para a faixa de US$ 3.900 durante a sessão, pressionado pela ausência de suporte sólido, mas voltou a se aproximar dos US$ 4 mil após ajustes no mercado e mudanças nas expectativas sobre juros.
  • Declarações do presidente do Fed, Kevin Warsh, e dados do emprego nos EUA reforçaram a leitura de desaceleração inflacionária e mantiveram o foco na política monetária americana antes do payroll.
  • Mesmo com o suporte psicológico na região dos US$ 4 mil, analistas como UBS e Saxo Bank avaliam que o metal segue pressionado por juros altos e dólar forte, embora o posicionamento mais leve dos investidores possa limitar novas quedas.

Foto: Freepik.

O ouro voltou a oscilar fortemente durante a sessão e chegou a recuar para a faixa de US$ 3.900, em um movimento que, segundo o Saxo Bank, ainda não encontrou suporte consistente diante da ausência de compradores suficientes para sustentar esse patamar. A instituição avalia que o mercado segue ajustando posições enquanto precifica um cenário de aperto monetário, influenciado por sinais de inflação persistente, mesmo com a recente desaceleração nos preços de energia.

Na sequência, o metal recuperou fôlego e retomou o nível psicológico de US$ 4 mil, impulsionado por declarações do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh. Em participação no Fórum do Banco Central Europeu (BCE), em Portugal, ele afirmou que as expectativas e os riscos de inflação diminuíram nas últimas semanas, destacando também a estabilidade do mercado de trabalho.

Os dados do setor privado reforçaram a leitura de cautela. O relatório da ADP apontou a criação de 98 mil vagas de emprego nos Estados Unidos em junho, acima das projeções, mas abaixo do resultado anterior. O mercado agora volta as atenções para o payroll, que será divulgado na quinta-feira e pode redefinir as apostas para os próximos passos do Fed.

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Apesar da recuperação recente, o UBS avalia que o ouro ainda enfrenta pressão no curto prazo, diante da perspectiva de juros mais altos nos Estados Unidos, fortalecimento do dólar e elevação dos juros reais. Ainda assim, o banco destaca que o posicionamento dos investidores está mais leve, o que tende a limitar novas quedas. Para a instituição, a região dos US$ 4 mil pode atrair demanda de longo prazo, tanto de investidores institucionais quanto de compradores físicos em busca de melhores níveis de entrada.

No cenário geopolítico, as atenções também se voltam para as negociações entre Estados Unidos e Irã, realizadas em Doha, no Catar, ainda de forma indireta, com mediação diplomática. Segundo a imprensa regional, há relatos de um acordo preliminar envolvendo a liberação de recursos ao Irã, embora sem avanços diretos entre as partes até o momento.

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