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Ouro

Ouro avança mais de 1% com petróleo em queda e juros dos EUA

Publicado 06/07/2026 • 15:30 | Atualizado há 6 minutos

KEY POINTS

  • Contrato do ouro para agosto subiu 1,01% na Comex, a US$ 4.167,5 por onça-troy.
  • A queda do petróleo após o acordo entre Estados Unidos e Irã reduziu parte das preocupações com inflação.
  • Investidores aguardam a ata do Fomc em busca de sinais sobre os próximos passos dos juros nos EUA.
barras e moedas de ouro empilhados

Canva

O ouro fechou em alta nesta segunda-feira (6), na retomada dos negócios após o feriado da Independência dos Estados Unidos. O movimento foi sustentado pela fraqueza dos rendimentos dos Treasuries, pela queda dos preços do petróleo e pela expectativa em torno da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos).

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto avançou 1,01%, a US$ 4.167,5 por onça-troy. A prata para setembro também subiu, com ganho de 2,10%, a US$ 62,330 por onça-troy.

Leia também: Ouro reage ao payroll e amplia ganhos com expectativa de Fed menos agressivo

Metais ampliam ganhos

Os metais operaram em alta desde o início da manhã desta segunda-feira e deram sequência aos ganhos registrados na semana passada. Segundo o Macquarie, a forte queda do petróleo desde o acordo entre Estados Unidos e Irã ajudou a aliviar parte das preocupações inflacionárias que vinham sustentando as expectativas por juros elevados.

O banco avalia que, com o Banco Central Europeu já sinalizando que a baixa nos preços da commodity pode influenciar o momento de um aperto monetário, o Fed também pode ser impactado.

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Ata do Fed fica no centro das atenções

Depois que os dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, divulgados na semana passada, reduziram as apostas em alta de juros, investidores aguardam a minuta do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc). O Bank of America afirma que os mercados buscam indicações sobre possíveis aumentos nas taxas, grupos de trabalho e eventuais mudanças de formato.

O Saxo Bank, no entanto, avalia que os rendimentos dos títulos americanos de curto prazo ainda apontam risco de elevação dos juros neste ano. “É necessário um alívio adicional nessas expectativas para sustentar o ouro, que por enquanto continua a se consolidar”, aponta.

Ainda assim, a Navellier & Associates afirma que o cenário macroeconômico pode sustentar maior apetite pelo ouro nos próximos períodos.

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