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Ouro volta a subir e retoma US$ 4.500 após avanço em acordo no Oriente Médio

Publicado 28/05/2026 • 15:25 | Atualizado há 46 minutos

KEY POINTS

  • Metais preciosos chegaram a cair no início do dia, pressionados pela escalada militar entre Estados Unidos e Irã, alta do petróleo, fortalecimento do dólar e avanço dos rendimentos dos treasuries.
  • O mercado inverteu o sinal após relatos de um acordo preliminar de 60 dias entre os países, que prevê extensão do cessar-fogo e liberação do fluxo no Estreito de Ormuz.
  • Dados econômicos dos EUA também influenciaram os preços, com o índice PCE abaixo do esperado reduzindo pressões inflacionárias, enquanto a segunda leitura do PIB americano veio mais fraca do que o previsto.
Barras de ouro e prata

Getty Images

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O ouro fechou em alta nesta quinta-feira, 28, retomando o patamar de US$ 4.500, em sessão volátil com a melhora no sentimento após relatos de acordo preliminar para o fim do conflito no Oriente Médio, apesar dos novos ataques da madrugada. Além disso, o mercado também pondera uma série de dados de inflação, crescimento, indústria, emprego e moradias dos EUA.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em alta de 1,14%, a US$ 4.532,4 por onça-troy. Já a prata para julho avançou 1,4%, a US$ 75,912 por onça-troy.

Os metais preciosos chegaram a registrar perdas significativas durante as primeiras horas do dia, com o ouro voltando a bater as mínimas em dois meses, em meio a novos ataques “defensivos” dos Estados Unidos, assim como a retaliação por parte do Irã. As ações fizeram os preços do petróleo saltar, assim como o dólar e os rendimentos do treasuries, que, juntamente com os temores inflacionários, pesaram sobre o ouro, segundo o Saxo Bank.

Contudo, a notícia de que os países chegaram a um acordo preliminar fizeram os ativos inverterem sinal, com os metais preciosos passando a subir. Segundo a Axios, o tratado deve ter duração de 60 dias e prevê a extensão do cessar-fogo, assim como a liberação do fluxo no Estreito de Ormuz, um passo “necessário” para a normalização do setor energético, segundo o Capital Economics.

Além disso, o PCE dos Estados Unidos avançou menos do que o previsto, também aliviando um pouco da pressão sobre os metais preciosos, segundo o TD Securities. Para o Capital Economics, o resultado dá mais tempo ao Federal Reserve (Fed) para avaliar os impactos da alta nos preços de energia. Em contrapartida, a segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do país veio abaixo do esperado.

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