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O fundador da Uber e ex-CEO da companhia, Travis Kalanick, anunciou nesta sexta-feira (13) que renomeou sua mais recente empresa para Atoms e afirmou que está expandindo suas atividades para além do setor de alimentação, passando a atuar também nas áreas de mineração e transporte.

CNBCEx-CEO da Uber rebatiza empresa como Atoms e amplia atuação para mineração e transporte

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Veja 3 motivos que explicam a recuperação de Wall Street na última semana

Publicado 21/02/2026 • 21:15 | Atualizado há 3 semanas

KEY POINTS

  • Nasdaq subiu 1,9% e interrompeu cinco semanas de perdas; S&P 500 avançou 1,1% e quebrou sequência de duas semanas de queda.
  • Decisão que barrou tarifas emergenciais aliviou empresas de consumo, mas mercado segue atento à possibilidade de novas medidas por outras vias.
  • Big techs puxaram a recuperação com a tese de IA, enquanto ruídos no crédito privado pressionaram gestoras, sem contaminar os grandes bancos.
Bandeiras dos Estados Unidos e placa de rua de Wall Street

Wikimedia

Após semanas de pressão, Wall Street ensaiou uma reação consistente nos últimos quatro pregões, impulsionada por decisões judiciais, retomada das big techs e ruídos no mercado de crédito privado.

O Nasdaq interrompeu uma sequência de cinco semanas de perdas e fechou a semana com alta de 1,9%, puxado por nomes como Meta, Nvidia e Amazon. Já o S&P 500 avançou 1,1% na semana encurtada por feriado, encerrando dois períodos consecutivos de queda.

A recuperação ocorreu mesmo em meio a um fluxo intenso de manchetes positivas e negativas. Confira os três fatores que foram determinantes para o movimento.

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1. Decisão sobre tarifas

A Suprema Corte dos EUA derrubou a maior parte da política de tarifas emergenciais implementada pelo presidente Donald Trump, em decisão de 6 votos a 3. O tribunal argumentou que a legislação invocada não concedia autorização clara para tarifas dessa magnitude.

O S&P 500 subiu 0,7% no dia do anúncio.

O alívio beneficiou especialmente empresas voltadas ao consumidor, pressionadas pelo aumento de custos de importação. Ainda assim, o movimento foi moderado, já que o mercado passou a precificar a possibilidade de novas tarifas por outras vias legais.

A Nike, por exemplo, que havia projetado um impacto negativo de US$ 1,5 bilhão com tarifas neste exercício fiscal, chegou a subir após a decisão, mas encerrou o pregão com leve queda de 0,3%.

Outras companhias impactadas pelo cenário tarifário incluem Costco, Procter & Gamble, TJX Companies e Amazon.

2. Big techs retomam protagonismo

O segundo vetor da recuperação foi a força das gigantes de tecnologia, reforçando a narrativa de demanda estrutural por inteligência artificial.

Meta anunciou que utilizará milhões de chips da Nvidia em seus data centers, o que impulsionou as ações das duas empresas. Na semana, a empresa acumulou alta de 2,5%, enquanto Nvidia avançou 3,8%.

Amazon também se destacou, com valorização de 5,6%, após divulgação de documento regulatório indicando que o fundo Pershing Square, de Bill Ackman, ampliou significativamente sua posição na companhia.

Alphabet, que vinha pressionada após resultados trimestrais, reverteu parte das perdas e fechou a semana com alta de 3%.

O movimento reforça a percepção de que o fluxo para tecnologia de grande capitalização voltou a ganhar força, após semanas de correção.

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3. Ruído no crédito privado

No lado negativo, preocupações com o mercado de crédito privado geraram turbulência.

A Blue Owl Capital caiu quase 6% após restringir permanentemente resgates em seu fundo de dívida privada voltado ao varejo. O episódio levantou questionamentos sobre a saúde do segmento, que cresceu de forma acelerada nos últimos anos.

Gestoras como Ares Management, Blackstone, Apollo e KKR sofreram forte pressão. Ares e Blackstone encerraram a semana entre os piores desempenhos do setor financeiro do S&P 500, com quedas de 8% e 6,6%, respectivamente.

Apesar disso, bancos tradicionais ficaram relativamente protegidos do ruído e terminaram a semana em alta. Wells Fargo avançou 2%, Goldman Sachs subiu 1,9% e Capital One teve ganho de 0,5%.

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