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Veja quais petroleiras podem se beneficiar na bolsa com a disparada do Brent
Publicado 02/03/2026 • 22:52 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 02/03/2026 • 22:52 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: Reuters
A escalada da guerra no Oriente Médio recolocou o petróleo no centro do mercado. A alta do barril na reabertura dos negócios não foi tratada como um ajuste técnico pontual, mas como resposta direta ao risco de interrupção no fluxo global de energia, especialmente com o Estreito de Ormuz no radar.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em alta de 6,28% (US$ 4,16), a US$ 71,23 (cerca de R$ 369,68, na cotação atual) o barril. Já o Brent para maio subiu 6,68% (US$ 4,80), a US$ 77,74 (R$ 403,47) o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
Para Rodrigo Rios, CEO da LR3 Investimentos, não é um movimento técnico isolado. “É a precificação imediata do risco de interrupção no fluxo global de energia”, afirma, ao descrever o retorno do “prêmio de guerra” ao barril. Na avaliação dele, isso não significa “novo normal” definitivo. “Essa alta ainda não configura um novo normal definitivo para a commodity”. A tese, diz, é de volatilidade e ajustes fortes a cada manchete, com o prêmio sendo devolvido se houver sinal real de distensão.
A mesma ideia aparece na leitura de Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos, que classifica a alta como prêmio de risco geopolítico, não novo equilíbrio estrutural. Na visão dele, sem disrupção física relevante na oferta, o mercado pode até ver acomodação parcial, mas com volatilidade elevada. Onde o jogo muda é se o risco logístico virar restrição material. “Uma restrição relevante no Estreito de Ormuz adiciona prêmio significativo e pode sustentar Brent acima de US$ 80–US$ 90 enquanto durar a incerteza”.
Já Hugo Queiroz, sócio da L4 Capital, é mais cético sobre o cenário de fechamento efetivo de Ormuz no curto prazo. “Não acredito muito no fechamento do estreito”, diz, citando a falta de evidências de impacto amplo em navios e estruturas de produção. Mesmo assim, ele vê o barril sustentado por semanas, justamente porque a incerteza tende a se prolongar.
Leia também: Petróleo fecha em alta após disparar quase 10% com conflito no Oriente Médio
Um relatório do Bradesco BBI reforça essa distinção entre risco e dano físico. A leitura é que, até aqui, o choque parece mais ligado a percepção de risco e logística (frete, seguro e fluxo) do que a destruição física relevante de oferta. O banco alerta que aumentar exposição ao setor “só porque é guerra” pode ser uma armadilha se o conflito for curto.
No recorte de 12 meses, os números ajudam a entender quem já vinha capturando o ciclo do petróleo antes mesmo da escalada mais recente.
Segundo dados compilados pelo TradeMap, a Prio acumula alta de 50,065% no período, praticamente em linha com o Ibovespa B3, que sobe 54,160%.
A Petrobras também apresenta ganho relevante, com PETR3 avançando 26,580% e PETR4 subindo 27,391%.
Já entre as empresas menores do setor, o desempenho foi mais heterogêneo. A Brava acumula alta de 6,441%, enquanto a PetroReconcavo registra queda de 6,065% em 12 meses.
O comparativo mostra que, embora o setor reaja rapidamente às oscilações do barril, o retorno para o investidor varia conforme estrutura de custo, crescimento de produção e percepção de risco.

Os analistas diferenciam “quem ganha com o barril” de “quem tem catalisador próprio”.
Petrobras aparece entre as beneficiadas por alavancagem ao Brent e escala de produção. Para Arbetman, a companhia tem “alta alavancagem operacional ao Brent e forte geração de caixa no pré-sal”. Rios concorda com o efeito do barril, mas faz a ressalva. “A Petrobras tem enorme capacidade de geração de caixa, mas convive com risco político e decisões de governo que podem interferir em política de preços e dividendos”.
Prio é citada como a opção mais “sensível” ao ciclo por ser exploração e produção puro, com maior alavancagem ao preço da commodity. Arbetman destaca “custo baixo e sensível ao preço do barril”. Rios vai na mesma direção ao dizer que empresas focadas em produção tendem a capturar movimentos mais fortes do Brent.
Brava entra na lista por catalisadores específicos. Queiroz diz que a companhia pode ser “a que mais se beneficia” junto com Petrobras, e atribui isso a desinvestimentos a preços melhores e aumento relevante de produção, com compra de campo e incorporação de parcela adicional em Papa Terra.
PetroReconcavo aparece como outra “júnior” que captura a alta do barril. Arbetman cita o papel como um dos nomes que também se beneficiam do movimento. Queiroz reforça o papel no grupo das favorecidas.
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Não existe uma única resposta, e os analistas justificam as escolhas por “tipo” de risco.
Para quem quer maior sensibilidade ao barril, Prio é o nome mais repetido, com a leitura de que o ciclo favorece empresas de produção com baixo custo e disciplina de capital. Arbetman resume o critério: preferência por players com “baixo lifting cost e disciplina de capital” e diz que “Prio oferece melhor alavancagem ao ciclo”, lembrando que “toda decisão depende de horizonte e tolerância a risco”.
Para quem busca escala e caixa, Petrobras entra no radar, mas com o asterisco do risco político e da política de preços/dividendos, como destacou Rios.
Para quem procura catalisadores próprios além do barril, Brava e PetroReconcavo aparecem como teses que podem combinar preço de petróleo com “história” de empresa, na leitura de Queiroz.
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