BREAKING NEWS:

Haddad: crescimento da economia está atrelado aos acordos com as prefeituras, principalmente São Paulo

CNBC
Donald Trump e Sanae Takaichi - Taiwan

CNBCTóquio nega virada na política sobre Taiwan após alerta de inteligência americana

Minhas Finanças

Agronegócio: por que o crédito ficou mais difícil para o setor

Publicado 19/03/2026 • 11:10 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • A inadimplência rural alcançou 8,3%, esse avanço reflete um período prolongado de margens apertadas e custos elevados.
  • A reorganização financeira se tornou essencial, empresas que conseguem ajustar dívidas.
  • Para 2026, a tendência é de um mercado de agronegócio mais segmentado.
AGRO 2026

Foto: reprodução Freepik

Por que bancos estão mais seletivos com o agronegócio

O agronegócio brasileiro entra em 2026 com mais pressão financeira, o movimento ocorre após uma sequência de quebras recentes, com destaque para casos como Amiu e Terra Santa.

Nesse caso, bancos passaram a rever exposição e endurecer critérios de crédito, o que elevou o número de empresas em recuperação judicial no campo.

Os números mostram a dimensão do problema, o setor reúne hoje cerca de 12,6 empresas em recuperação judicial a cada mil, o equivalente a 1,26%. Esse índice é 6 vezes maior que a média nacional, estimada em 2,04 por mil empresas.

Leia também: Brasil movimentou valor bilionário em comércio com Irã em 2025; agronegócio é responsável por quase 90%

Além disso, a inadimplência rural alcançou 8,3%, esse avanço reflete um período prolongado de margens apertadas e custos elevados. Como resultado, muitos produtores e empresas passaram a enfrentar dificuldade para honrar compromissos.

Quebras recentes não apenas no agronegócio

Casos recentes reforçaram a cautela do sistema financeiro, as recuperações envolvendo Amiu e Terra Santa acenderam um alerta no mercado. Isso porque essas situações mostraram como choques prolongados podem comprometer toda a cadeia produtiva.

Com isso, bancos passaram a reavaliar riscos com mais rigor. Na prática, isso significa revisão de garantias e redução da exposição ao setor, e esse movimento ocorre, sobretudo, após perdas relevantes em operações anteriores.

Leia também: Agro brasileiro enfrenta alta nas recuperações judiciais; número já é 6 vezes maior que a média nacional

Diante disso, o crédito tradicional ficou mais restrito, instituições financeiras passaram a exigir mais garantias e a selecionar melhor os clientes.

Ao mesmo tempo, reduziram a disposição para financiar operações consideradas mais arriscadas.

Essa mudança ocorre porque o ciclo do agronegócio não para, mesmo em crise, a produção continua e os custos seguem. No entanto, o fluxo de crédito não acompanha esse ritmo. Como consequência, empresas enfrentam dificuldades para manter a operação.

Modelo de expansão aumenta

Outro fator que pesa é o modelo de crescimento adotado por parte do setor, a expansão via arrendamentos agrícolas ampliou compromissos fixos de caixa, e em momentos de estresse, isso eleva o risco financeiro.

Leia também: Crise nas empresas? Brasil registra recorde de recuperações judiciais em 2025; entenda

Grandes operações que utilizam esse modelo ficam mais expostas quando há queda de receita ou aumento de custos. Assim, a pressão sobre o caixa se intensifica rapidamente.

Alternativas

Com bancos mais seletivos, o financiamento da safra começou a migrar, instrumentos como CPRs cresceram e somaram R$ 121,9 bilhões no segundo semestre de 2025, com alta próxima de 30%. Além disso, estruturas como DIP Finance e fundos de crédito ganharam relevância. Essas alternativas permitem manter liquidez mesmo durante processos de reestruturação.

Apesar da expansão dessas ferramentas, parte das dívidas antigas permanece sem solução, muitos passivos seguem concentrados em fornecedores e contratos que perderam aderência ao caixa das empresas.

Leia também: 

Nesse contexto, a reorganização financeira se tornou essencial. Empresas que conseguem ajustar dívidas e prazos aumentam as chances de atravessar o período de crise.

Novo crédito para agronegócio

O mercado de capitais também ganhou protagonismo, em 2025, as emissões superaram R$ 981 bilhões, o que redesenhou o financiamento do setor. Agora, o crédito rural se torna mais estruturado e menos dependente dos bancos.

Leia também: Conflito no Oriente Médio pressiona custos e exportações do agronegócio brasileiro, analisa especialista

Para 2026, a tendência é de um mercado de agronegócio mais segmentado, diferentes instrumentos devem atender etapas específicas do ciclo financeiro.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Minhas Finanças

;
O que é o Estreito de Ormuz e por que ele é tão estratégico para o petróleo mundial Quer evitar que abram conta no seu nome? Veja como ativar o BC Protege+ IA nos investimentos: como a tecnologia pode te ajudar a investir com mais estratégia Tesouro RendA+ completa três anos com recorde de investidores; veja números São Paulo lidera ranking global contra bolhas imobiliárias; entenda o que levou a cidade ao topo IA pode assumir o controle dos seus investimentos? Veja o que dizem especialistas O que significa um banco ser liquidado? Entenda como funciona o processo Pix tem novas regras; veja o que o Procon-SP orienta para se proteger Pix tem novas regras; veja o que o Procon-SP orienta para se proteger