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FGC volta ao radar após entrada de mais um banco na fila de ressarcimento; o que isso sinaliza para investidores?
Publicado 25/02/2026 • 20:00 | Atualizado menos de um minuto
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Publicado 25/02/2026 • 20:00 | Atualizado menos de um minuto
KEY POINTS
Foto: divulgação/FGC.
O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) tem oito instituições na fila de pagamentos, segundo a lista disponibilizada no site oficial da entidade. Desse total, cinco são relacionadas ao caso do Banco Master.
A última instituição a entrar nesse rol foi o Banco Pleno, do banqueiro Augusto Lima, liquidado pelo Banco Central (BC) na semana passada.
Embora a maioria das instituições liquidadas seja parte de um mesmo conglomerado, a inclusão de mais empresas continua a pressionar o FGC e também os investidores comuns.
No caso do Banco Pleno, segundo a Agência Brasil, estima-se que R$ 5 bilhões sejam necessários para cobrir todo o montante garantido pelo FGC, já que aproximadamente 160 mil clientes do Banco Pleno estão aptos a receber valores devidos. Como noticiado anteriormente, o valor total a ser desembolsado pelo fundo, para suprir o rombo deixado pelas 5 instituições associadas ao Master, é de R$ 51,8 bilhões – 43% do montante disponível para pagamentos com a garantia do FGC.
Ou seja, o caso Master levou boa parte da liquidez e, embora ainda haja como preservar a operação, a margem de segurança do fundo diminuiu.
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O cenário atual tem gerado equívocos entre os investidores comuns. Nesse sentido, existem dois conceitos a serem corrigidos, como:
No que se refere ao elemento 1, vale reforçar que o SFN é um dos sistemas mais robustos e conservadores do mundo. Isso porque os bancos no Brasil possuem forte regulação e supervisão, com níveis de alavancagem controlados.
A título de exemplo, mesmo em crises econômicas e políticas, internas e externas, além de desafios fiscais, o Brasil nunca encarou contratempos com a mesma gravidade que os Estados Unidos em 2008. Na época, o colapso do sistema financeiro foi chamado de “crise subprime”, causada pelo estouro da bolha imobiliária e oferta de crédito irresponsável.
Em outras palavras, pode-se dizer que “os grandes bancos brasileiros são sólidos, capitalizados e longevos”, conforme descrito pela colunista do E-Investidor, Marilia Fontes.
No entanto, a ampliação da garantia do FGC de R$ 70 mil para R$ 250 mil por CPF/CNPJ acabou tornando-se um incentivo “mal calibrado”.
A prova disso era que bancos como o Master e Will Bank, considerados de pequeno porte, ofereciam CDBs extraordinários – de 140% e 150% do CDI – mesmo sem estrutura para isso. Daniel Vorcaro, dono do Master, até admitiu que usava o FGC como parte da estratégia da empresa.
Para pagar essas contas, o FGC agora depende de 5 anos de contribuição antecipada, vindo de diversos bancos. Em especial os maiores do Brasil: Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.
Consequentemente, os grandes bancos devem repassar essa conta para os usuários, por meio de spreads maiores, oferta de crédito restrita e serviços mais caros.
Ou seja, embora o SFN seja robusto, é possível que o Banco Central e o FGC tornem o sistema ainda mais rígido.
Dadas as liquidações extrajudiciais recentes, o fundo e cerca de 250 bancos associados negociam um plano para recompor os recursos. Conforme noticiado anteriormente, a principal proposta prevê a antecipação de 5 anos de contribuições, gerando um aporte imediato de cerca de R$ 30 bilhões.
Para fins comparativos, vale considerar que, atualmente, os bancos recolhem cerca de R$ 6 bilhões por ano. Ademais, além do plano de emergência, o FGC estuda cobranças adicionais.
Entre elas, taxa extra para arrecadar cerca de R$ 3 bilhões, além de uma contribuição extraordinária anual equivalente à metade da alíquota padrão (0,01% sobre depósitos elegíveis), com potencial de gerar R$ 15 bilhões em cinco anos. Contudo, o prazo dessa cobrança ainda está em avaliação.
No final de tudo, é possível que os efeitos das instituições liquidadas atinjam o consumidor por aumento de tarifas e menos remuneração em investimentos (CDBs, LCIs, LCAs e outros). Em paralelo, a diferença entre preço de compra e venda de transações financeiras também pode aumentar.
Em outras palavras, em breve os retornos financeiros poderão ser menores e produtos financeiros podem ficar mais caros. Embora nenhuma instituição esteja satisfeita em arcar com os danos gerados pós-Banco Master, a ausência da reposição imediata pode impedir o FGC de responder a outras crises – se elas surgirem.
Por isso, o regulamento do FGC exige uma liquidez de 2,5% em relação ao total de depósitos elegíveis. Vale mencionar que a liquidez era de 2,23% em junho de 2025.
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