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Aeroportos da Ásia retomam controles da época da Covid-19 após novos casos de vírus na Índia

Publicado 27/01/2026 • 18:29 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Países como Tailândia, Nepal e Taiwan retomaram triagens sanitárias em aeroportos, em moldes semelhantes aos da pandemia de Covid-19, após a confirmação de cinco casos do vírus Nipah na Índia.
  • Autoridades indianas afirmam que a situação está sob controle e que não há, até o momento, indicação de surto de grandes proporções, embora o monitoramento tenha sido intensificado.
  • O vírus Nipah é zoonótico, pode ser transmitido entre pessoas, não possui vacina nem tratamento específico e pode provocar complicações neurológicas e respiratórias em casos graves.

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Aeroportos de diferentes países da Ásia reforçaram os controles sanitários após a confirmação de novos casos do vírus Nipah na Índia, o que elevou o nível de alerta para um possível risco de disseminação internacional. Segundo autoridades locais, ao menos cinco casos foram registrados no estado de Bengala Ocidental, envolvendo profissionais de saúde.

De acordo com a emissora indiana News-18, Tailândia, Nepal e Taiwan retomaram procedimentos de triagem semelhantes aos adotados durante a pandemia de Covid-19, incluindo monitoramento de passageiros, checagens de saúde e vigilância ampliada em terminais internacionais.

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Na China, a emissora estatal CCTV informou nesta terça-feira (27), citando autoridades sanitárias, que não há registro de infecções pelo vírus no país, mas alertou para o risco de casos importados diante do aumento da circulação regional.

As autoridades de saúde da Índia afirmam que a situação está sob controle e que, até o momento, os casos permanecem restritos. O Centro de Controle de Doenças do país informou que a doença não representa, neste momento, um surto de grandes proporções, e está concentrada em áreas específicas. Segundo o órgão, não há indicação de risco elevado para a população em geral, embora o monitoramento tenha sido intensificado.

O vírus Nipah é classificado como zoonótico, ou seja, transmitido de animais para humanos, principalmente por meio de morcegos e porcos. A infecção pode ocorrer pelo contato com secreções contaminadas, ingestão de alimentos expostos ao vírus ou transmissão direta entre pessoas, especialmente em ambientes de cuidado hospitalar.

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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o vírus foi identificado pela primeira vez em 1999, durante um surto na Malásia entre criadores de porcos, e desde então é detectado de forma recorrente em países como Índia e Bangladesh. Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e dor de garganta. Em quadros mais graves, podem surgir complicações neurológicas e respiratórias, como confusão mental, dificuldade para respirar e pneumonia.

Atualmente, não há vacinas nem antivirais específicos para o tratamento do Nipah. O atendimento médico é feito exclusivamente de suporte, geralmente em unidades de terapia intensiva, dependendo da gravidade do quadro clínico.

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Amanda Souza

Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.

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