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Alta do petróleo acende alerta no Brasil; veja os possíveis impactos
Publicado 28/02/2026 • 06:30 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 28/02/2026 • 06:30 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: Unsplash.
A troca de ameaças entre Estados Unidos e Irã pode gerar um conflito armado a qualquer momento. Agora, o mercado financeiro entra em alerta para caso o preço do petróleo continue a aumentar. Isso porque, para além do custo com combustível em si, uma série de desfechos pode ocorrer devido às oscilações do recurso mineral.
Especificamente no caso do Brasil, alguns exemplos do que pode acontecer são: alta da inflação, fuga de capital, adiamento da queda dos juros, queda na bolsa de valores e até aumento de custos para os setores de agronegócio, transporte e plásticos.
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Apesar de o Brasil ser produtor e exportador de petróleo, a produção nacional não é suficiente para abastecer o país no que se refere aos derivados.
Quando há conflitos armados, a tendência é que os investidores fujam de ativos em países emergentes. Sendo assim, o dólar se favorece por ser considerada uma moeda mais segura. Os títulos ofertados pelo tesouro estadunidense também são beneficiados.
O conflito também pode afetar a Bolsa de Valores. Além disso, em cenários de crise e conflitos, rejeitam-se riscos. Sendo assim, o Brasil, enquanto país emergente, não entra como prioridade dos investidores em diversos setores – como as empresas aéreas.
Segundo o FMI e o Banco de Compensações Internacionais (BIS), períodos de tensão geopolítica costumam provocar realocação de capital para ativos considerados mais seguros, como o dólar e os títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Relatórios recentes do Banco Central também apontam que movimentos de aversão a risco global afetam especialmente moedas e bolsas de países emergentes.
Além disso, há o aumento do preço do petróleo. Com a gasolina e o diesel mais caros, o setor de transporte deve encarar mais custos, que posteriormente são repassados ao consumidor. A título de exemplo, 50% do custo de uma viagem de caminhão vem do uso de diesel.
No caso de bloqueio do Estreito de Ormuz, passagem entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, o frete internacional de transporte do petróleo pode aumentar. Isso porque essa passagem recebe cerca de 20% de toda a oferta mundial de petróleo e gás natural, conforme a Agência Brasil. Por dia, são quase 20 milhões de barris de petróleo.
Relatórios do Banco Central indicam que choques nos preços de combustíveis tendem a pressionar o IPCA ao longo da cadeia produtiva. Como o transporte rodoviário responde pela maior parte da logística no Brasil, o aumento do diesel impacta diretamente o custo do frete, segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT).
Consequentemente, o Banco Central pode optar por adiar a queda da taxa Selic, que é de 15% desde junho de 2025 e é considerada elevada. No dia a dia, o consumidor tem dificuldade de acesso ao crédito e lida com juros mais altos.
Por fim, o agronegócio também pode enfrentar pressão com a alta nos preços de fertilizantes e fretes, o que tende a elevar os custos de produção agrícola e contribuir para a inflação dos alimentos. No Brasil, cerca de 80% dos fertilizantes são importados, o que aumenta a exposição do setor às oscilações do mercado internacional.
Leia também: Petróleo fecha em alta com aproximação de prazo de Trump e ausência de acordo com Irã
Na última sexta-feira (27), os contratos futuros do petróleo fecharam em alta. O WTI, negociado na Nymex, avançou 2,77%, com ganho de US$ 1,81. Dessa forma, encerrou o dia a US$ 67,02 o barril. Já o Brent, referência internacional negociada na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, subiu 2,86%, representando uma alta de US$ 2,03 para US$ 72,87 o barril.
No acumulado da semana, o WTI registrou ganho de 0,81%. Enquanto isso, o Brent avançou 2,2%, refletindo o aumento das incertezas geopolíticas.
Em geral, essas movimentações no preço do petróleo respondem ao aumento das tensões entre Irã e Estados Unidos. Nas últimas semanas, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou o país do Oriente Médio e reforçou a presença militar na região. Em seguida, na sexta-feira (23), uma autoridade do Irã afirmou à Reuters que o país está preparado para guerra total, elevando a preocupação nos mercados globais.
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