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Arábia Saudita barra operação militar dos EUA e força Trump a suspender missão no Estreito de Ormuz
Publicado 07/05/2026 • 20:03 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 07/05/2026 • 20:03 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: Força Aérea dos EUA
A decisão repentina de Donald Trump de suspender a missão de escolta de navios através do Estreito de Ormuz foi tomada após a Arábia Saudita, um importante aliado dos EUA no Golfo, ter negado acesso às suas bases e ao seu espaço aéreo a caças de combate americanos para realizar a operação, denominada Projeto Liberdade. A informação foi revelada nesta quinta-feira (7) pela rede americana NBC, que citou dois funcionários do governo Trump.
Segundo a emissora, Trump irritou os aliados do Golfo ao anunciar o Projeto Liberdade nas redes sociais, na tarde de domingo, especialmente a liderança saudita. Em resposta, Riad informou sua recusa a Washington. De acordo com o jornal britânico The Guardian, a recusa foi mantida mesmo após um telefonema entre Trump e o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman.
As forças armadas dos EUA mantêm aeronaves de combate, aviões-tanque de reabastecimento e sistemas de defesa antiaérea na Base Aérea Príncipe Sultan. Os sauditas vinham permitindo que os americanos utilizassem a base para operar voos de apoio sua guerra no Irã, além de autorizar o sobrevoo de aeronaves estacionadas em países vizinhos.
De acordo com o Guardian, Riad não negou o desacordo com Washington e enfatizou o desejo da Arábia Saudita de um fim permanente à guerra de EUA e Israel contra o Irã sob “quaisquer termos”.
O conflito já causou divergências entre as nações do Golfo, quando os Emirados Árabes Unidos, que vinham expressando frustração com a cautela de Riad até aqui, decidiram abandonar a Opep, o cartel de produtores de petróleo dominado pela Arábia Saudita. Agora, os emiradenses consideram também deixar a Liga Árabe.
O regime iraniano afirmou nesta quarta-feira, 6, que estava analisando as propostas apresentadas pelos americanos para pôr fim à guerra, enquanto Trump ameaçou com uma nova onda de bombardeios caso não seja alcançado um acordo que inclua a reabertura do Estreito de Ormuz para a navegação internacional.
A expectativa de um possível entendimento entre EUA e Irã impulsionou os mercados internacionais, mesmo após forças americanas terem disparado contra um petroleiro iraniano que tentava romper o bloqueio imposto pelos EUA aos portos do Irã poucas horas antes. O episódio ocorreu em meio a sinais contraditórios da Casa Branca sobre a estratégia para encerrar o conflito.
Em uma postagem nas redes sociais, Trump afirmou que a guerra, iniciada há pouco mais de dois meses, pode estar próxima do fim e que o transporte de petróleo e gás natural prejudicado pelo conflito poderá ser retomado. Segundo o presidente, porém, isso depende de o Irã aceitar um acordo cujos detalhes não foram divulgados. “Se eles não concordarem, os bombardeios começam”, ameaçou o americano.
Um cessar-fogo entre EUA e Irã permanece em vigor desde 8 de abril. Mas negociações presenciais ocorridas no mês passado no Paquistão não resultaram em um acordo definitivo.
O governo paquistanês, que media as negociações, disse esperar um desfecho positivo “cedo ou tarde”. Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país, Tahir Andrabi, Islamabad mantém otimismo sobre a possibilidade de uma solução diplomática. “Esperamos um acordo em breve. Esperamos que as partes alcancem uma solução pacífica e sustentável, que contribua não apenas para a paz em nossa região, mas também para a paz internacional”.
Andrabi evitou comentar prazos ou detalhes. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, afirmou em pronunciamento que seu governo mantém contato “dia e noite” com Teerã e Washington para tentar interromper a guerra e ampliar o cessar-fogo.
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