Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Mercado mantém cautela com impacto de reunião Lula-Trump: “A conversa não fez preço”, avalia diretor de investimentos
Publicado 07/05/2026 • 21:24 | Atualizado há 3 meses
OpenAI conclui venda de ações no valor de US$ 7 bilhões antes de possível IPO
Nvidia articula plano de US$ 500 bilhões para financiar infraestrutura de IA
Ações da SpaceX se recuperam e se aproximam do preço do IPO de US$ 135
OpenAI amplia iniciativa Daybreak de cibersegurança à medida que ameaças de agentes de IA evoluem
Negócio de licenciamento imobiliário de Trump no exterior dispara para US$ 59,5 milhões com pagamentos de incorporadoras do Golfo
Publicado 07/05/2026 • 21:24 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Palácio do Planalto
A reunião entre o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o americano Donald Trump abriu espaço para discussões sobre comércio, segurança internacional, minerais estratégicos e tecnologia.
Apesar do tom positivo do encontro, relatado pelas duas partes, analistas ainda veem cautela ao interpretar os efeitos concretos do encontro para a relação bilateral e para o mercado.
O encontro não trouxe nenhuma fala específica com impacto direto nos mercados e, por isso, “a conversa não fez preço” imediato, explica David Martins, diretor de investimentos da Brazil Wealth, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC. Ele acrescentou que o receio em relação a possíveis novas tarifas permaneceu, mas que o diálogo se concentrou mais em aspectos políticos do que em questões diretamente ligadas ao mercado financeiro.
Para Hugo Queiroz, sócio e diretor de corporate advisory da L4 Capital, a conversa sinalizou uma tentativa de reconstrução da relação entre Brasil e Estados Unidos em meio a um cenário considerado “truncado”. Segundo ele, um dos eixos do debate é a percepção americana de que o Brasil mantém práticas de protecionismo indireto. A crítica não estaria ligada necessariamente a tarifas explícitas, mas entraves operacionais que dificultam importações e reduzem a competitividade internacional.
“O entendimento é que um produto importado pode enfrentar uma carga próxima de 100% entre impostos, burocracia e custos de transação”, afirmou.
O especialista destacou que esse debate se conecta à chamada Seção 301 da legislação comercial americana, que é utilizada pelos EUA para investigar práticas consideradas desleais no comércio internacional.
Além da pauta tarifária, Queiroz afirmou que houve pressão do setor financeiro em torno do avanço do Pix, especialmente por parte de empresas como Mastercard e Visa. Apesar disso, ele pondera que o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos ainda não provocou impactos relevantes sobre os resultados das empresas do setor.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCO principal foco das conversas foi o mercado de terras raras e minerais críticos, tema que ganhou força após o avanço do projeto brasileiro que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.
“O interesse americano é garantir presença estratégica nesse mercado e influenciar as diretrizes desse setor”, disse Queiroz, acrescentando que o modelo brasileiro se inspira em experiências de Austrália e Canadá.
Apesar do tom considerado positivo, Diego Hernandez, fundador da Ativo Investimentos, avalia que o encontro não deve ser interpretado como uma mudança estrutural na relação entre os dois países. Para ele, o cenário geopolítico atual limita a relevância da pauta brasileira dentro da estratégia da Casa Branca.
“O Trump hoje tem uma preocupação muito maior, que é a situação no Oriente Médio. A guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel se tornou a prioridade absoluta da Casa Branca”, afirmou.
Segundo Hernandez, a reunião ajudou a reduzir tensões e trouxe um ambiente momentaneamente mais favorável para o Brasil conduzir sua agenda externa, mas ainda não representa uma aproximação duradoura entre os governos.
O analista também ressaltou a volatilidade política de Trump e afirmou que mudanças rápidas de posicionamento dificultam previsões mais otimistas sobre a continuidade dos acordos e negociações.
Para o mercado financeiro, ambos os especialistas avaliam que ainda é cedo para medir impactos concretos. Investidores aguardam comunicados oficiais e medidas práticas para entender quais setores poderão ser afetados pelas discussões.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Caso ‘Master capixaba’: mercado vê rombo multimilionário em operação da Apex Partners para compra da CVC
2
BYD processa portal jornalístico e tenta calar reportagem sobre origem chinesa da marca
3
PF pede bloqueio de bens da Gerdau após meses de contaminação em praia de Salvador
4
Futebol italiano perde espaço na elite europeia em meio a crise financeira e estrutural
5
Master Capixaba: Apex Partners – sócia da CVC – consegue proteção judicial para não pagar R$ 985 milhões em dívidas