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Mercado mantém cautela com impacto de reunião Lula-Trump: “A conversa não fez preço”, avalia diretor de investimentos

Publicado 07/05/2026 • 21:24 | Atualizado há 18 minutos

KEY POINTS

  • Especialistas avaliam que o encontro reduziu tensões diplomáticas, mas ainda não sinaliza uma mudança estrutural na relação bilateral ou impacto imediato nos mercados.
  • EUA pressionam o Brasil sobre propriedade intelectual, “custo Brasil” e barreiras indiretas ao comércio.
  • Especialistas avaliam que para o mercado financeiro ainda é cedo para medir impactos concretos.
  • Investidores aguardam comunicados oficiais e medidas práticas para entender quais setores poderão ser afetados pelas discussões.

Foto: Palácio do Planalto

A reunião entre o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o americano Donald Trump abriu espaço para discussões sobre comércio, segurança internacional, minerais estratégicos e tecnologia.

Apesar do tom positivo do encontro, relatado pelas duas partes, analistas ainda veem cautela ao interpretar os efeitos concretos do encontro para a relação bilateral e para o mercado.

O encontro não trouxe nenhuma fala específica com impacto direto nos mercados e, por isso, “a conversa não fez preço” imediato, explica David Martins, diretor de investimentos da Brazil Wealth, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC. Ele acrescentou que o receio em relação a possíveis novas tarifas permaneceu, mas que o diálogo se concentrou mais em aspectos políticos do que em questões diretamente ligadas ao mercado financeiro.

Para Hugo Queiroz, sócio e diretor de corporate advisory da L4 Capital, a conversa sinalizou uma tentativa de reconstrução da relação entre Brasil e Estados Unidos em meio a um cenário considerado “truncado”. Segundo ele, um dos eixos do debate é a percepção americana de que o Brasil mantém práticas de protecionismo indireto. A crítica não estaria ligada necessariamente a tarifas explícitas, mas entraves operacionais que dificultam importações e reduzem a competitividade internacional.

“O entendimento é que um produto importado pode enfrentar uma carga próxima de 100% entre impostos, burocracia e custos de transação”, afirmou.

O especialista destacou que esse debate se conecta à chamada Seção 301 da legislação comercial americana, que é utilizada pelos EUA para investigar práticas consideradas desleais no comércio internacional.

Além da pauta tarifária, Queiroz afirmou que houve pressão do setor financeiro em torno do avanço do Pix, especialmente por parte de empresas como Mastercard e Visa. Apesar disso, ele pondera que o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos ainda não provocou impactos relevantes sobre os resultados das empresas do setor.

O principal foco das conversas foi o mercado de terras raras e minerais críticos, tema que ganhou força após o avanço do projeto brasileiro que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.

“O interesse americano é garantir presença estratégica nesse mercado e influenciar as diretrizes desse setor”, disse Queiroz, acrescentando que o modelo brasileiro se inspira em experiências de Austrália e Canadá.

Apesar do tom considerado positivo, Diego Hernandez, fundador da Ativo Investimentos, avalia que o encontro não deve ser interpretado como uma mudança estrutural na relação entre os dois países. Para ele, o cenário geopolítico atual limita a relevância da pauta brasileira dentro da estratégia da Casa Branca.

“O Trump hoje tem uma preocupação muito maior, que é a situação no Oriente Médio. A guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel se tornou a prioridade absoluta da Casa Branca”, afirmou.

Segundo Hernandez, a reunião ajudou a reduzir tensões e trouxe um ambiente momentaneamente mais favorável para o Brasil conduzir sua agenda externa, mas ainda não representa uma aproximação duradoura entre os governos.

O analista também ressaltou a volatilidade política de Trump e afirmou que mudanças rápidas de posicionamento dificultam previsões mais otimistas sobre a continuidade dos acordos e negociações.

Para o mercado financeiro, ambos os especialistas avaliam que ainda é cedo para medir impactos concretos. Investidores aguardam comunicados oficiais e medidas práticas para entender quais setores poderão ser afetados pelas discussões.

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