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Brasil e Estados Unidos discutem sinergia em tecnologia e minerais críticos
Publicado 07/05/2026 • 21:45 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 07/05/2026 • 21:45 | Atualizado há 2 meses
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A busca por uma sinergia estratégica nos setores de tecnologia e mineração dominou a agenda bilateral entre o Brasil e os Estados Unidos, reforçando a importância da exploração de minerais críticos para a economia global, afirmou Carlos Gustavo Poggio, doutor em relações internacionais e especialista em política dos Estados Unidos, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
“As terras raras do século XXI vão cumprir um papel semelhante ao do petróleo nos dois últimos séculos; é uma questão estratégica que tem a ver com tecnologia e cadeias de produção. A China controla cerca de 80% do mercado mundial deste setor e, nesse contexto de disputa, o Brasil se torna um parceiro de conveniência bastante grande por ter um dos maiores potenciais do mundo”, explicou o professor da USP.
Sobre a viabilidade de acordos práticos, Poggio ressaltou que o país precisa equilibrar soberania e atratividade econômica para não perder novas oportunidades históricas.
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Siga o Times | CNBCEle afirmou que o Brasil deve saber aproveitar esses recursos de forma a beneficiar economicamente a população, entendendo isso como uma oportunidade de inserção estratégica e soberana em uma cadeia de produção que poderia gerar estrangulamentos globais, sem necessariamente buscar alinhamento automático com determinados países.
Ele também analisou a simbologia do encontro entre os líderes, considerando o peso político de ambos no cenário internacional.
Segundo ele, independentemente de ganhos concretos, o encontro representa um importante significado político por reunir duas figuras centrais do sistema internacional, presidentes que retornaram ao poder após um intervalo, representam espectros ideológicos distintos e enfrentam contextos internos de busca por popularidade, o que tornaria o aperto de mãos carregado de simbolismo.
“Donald Trump atua muito na base da relação pessoal e da emoção, o que tira um pouco a narrativa da oposição brasileira que alega ter exclusividade nas relações com o círculo trumpista. Na medida em que a oposição não consegue ter o mesmo grau de influência no topo, com o próprio presidente, essa força política de pressão enfraquece muito”, concluiu.
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