CNBC
O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi (à esquerda), tira uma foto em grupo com líderes de empresas de IA, incluindo o CEO da OpenAI, Sam Altman (ao centro), e o CEO da Anthropic, Dario Amodei (à direita), na Cúpula de Impacto da IA, em Nova Délhi, em 19 de fevereiro de 2026.

CNBCClima tenso: CEOs de OpenAI e Anthropic evitam dar as mãos em cúpula de IA na Índia

Mundo

Argentina: paralisação gera perda de R$ 3 bi; entenda motivos da greve e o que o governo pretende

Publicado 19/02/2026 • 15:00 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • A greve geral na Argentina nesta quinta-feira (19) deve gerar um prejuízo de US$ 575 milhões, impactando 0,8% do PIB do país em apenas um dia.
  • O movimento convocado pela central sindical CGT visa pressionar a Câmara dos Deputados contra a reforma trabalhista do governo de Javier Milei.
  • Enquanto o governo busca reduzir custos para atrair investimentos, os sindicatos denunciam a flexibilização excessiva e a redução de indenizações por demissão.
O presidente argentino Javier Milei

O presidente argentino Javier Milei

A paralisação provocada pela greve geral na Argentina pode provocar um prejuízo de US$ 575 milhões, o equivalente a R$ 3 bilhões. A estimativa é da Instituto de Economia da Universidade Argentina da Empresa (UADE) e do Ministério da Economia, com projeções macroeconômicas baseadas no que deixa de ser produzido em um dia de paralisação.

Dessa forma, a instituição aponta que o que deixa de ser produzido em 24 horas de greve equivale a 0,8% do PIB da Argentina. Em termos técnicos, é uma estimativa de produto potencial perdido (lost output)indicador padrão em análises de choques econômicos de curto prazo.

A greve

A Argentina vive uma greve geral nacional nesta quinta-feira (19) convocada pela principal central sindical do país, a CGT, em protesto contra a proposta de reforma trabalhista do governo do presidente Javier Milei.

Leia também: Greve geral na Argentina cancela mais de 200 voos no mundo e atinge Guarulhos

A paralisação foi organizada justamente no dia em que a Câmara dos Deputados discute o projeto, já aprovado pelo Senado, tornando o movimento sindical uma tentativa direta de pressionar o Congresso a modificar ou barrar a iniciativa.

Trata-se da quarta greve geral contra Milei desde que ele assumiu, sinalizando o nível de confronto entre o governo liberal e as organizações trabalhistas.

A reforma

O governo defende que a mudança nas leis trabalhistas é central para modernizar regras consideradas rígidas, atrair investimentos e estimular a formalização do emprego.

Entre os objetivos declarados estão:
reduzir custos e litígios trabalhistas para as empresas;
• aumentar produtividade e competitividade da economia;
• incentivar a criação de empregos formais num país onde cerca de 40% dos trabalhadores estão na informalidade.

Para o governo, a reforma é parte do pacote de ajuste econômico para estabilizar o país após anos de crise fiscal, inflação elevada e dívida externa.

Leia também: Sindicato da Argentina convoca greve contra reforma trabalhista de Milei

O que os sindicatos defendem com a greve

As centrais sindicais afirmam que o projeto reduz direitos históricos dos trabalhadores e precariza as relações de trabalho.

Entre os pontos mais criticados:
facilitação de demissões e redução das indenizações;
limitação do direito de greve, inclusive exigindo manutenção de serviços mínimos em setores essenciais;
• mudanças em jornadas e condições de contratação vistas como flexibilização excessiva.

Para a CGT, a proposta “não é modernização, é precarização”, segundo a posição pública da central.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Mundo

;