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Bolsas da Europa recuam com energia e petróleo; chips limitam perdas

Publicado 29/09/2026 • 14:53 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Mercados europeus terminaram majoritariamente em baixa, pressionados pelas ações de energia diante da queda dos preços do petróleo.
  • Papéis ligados a semicondutores avançaram, com ASML e ASM International entre os destaques após perdas registradas na sessão anterior.
  • Investidores acompanham os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre energia, enquanto o BCE avalia impactos para os próximos passos da política monetária.

Getty Images

As bolsas europeias encerraram majoritariamente em queda nesta terça-feira (29), com o recuo das ações de energia pesando sobre os principais índices. O movimento ocorreu em meio às incertezas geopolíticas no Oriente Médio e à pressão sobre os preços do petróleo, enquanto empresas de semicondutores e inteligência artificial (IA) ajudaram a conter as perdas.

Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,45%, aos 10.636,71 pontos, enquanto o DAX, de Frankfurt, terminou praticamente estável, aos 25.375,29 pontos. Em Paris, o CAC 40 recuou 0,53%, aos 8.035,87 pontos, e o Ibex 35, de Madri, perdeu 0,34%, aos 19.533,60 pontos.

O FTSE MIB, de Milão, destoou e avançou 0,09%, aos 51.804,94 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 cedeu 0,48%, aos 9.666,08 pontos. As cotações são preliminares.

Petróleo derruba ações de energia

O setor energético ficou entre os principais focos de pressão após a retomada das exportações de petróleo da Arábia Saudita pelo Mar Vermelho contribuir para a queda das cotações da commodity. O mercado também segue atento às dúvidas sobre um possível diálogo entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra.

Nesse ambiente, TotalEnergies, Shell e BP recuaram até 2%, acompanhando a desvalorização do petróleo.

O impacto da energia também permanece no radar do Banco Central Europeu (BCE). O dirigente da instituição Peter Kazimir avaliou que os preços energéticos continuam sendo um elemento fundamental para definir os próximos passos da política monetária.

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Desde o início da guerra no Oriente Médio, os países da União Europeia desembolsaram mais de € 100 bilhões (R$ 592 bilhões) adicionais em importações de energia, ampliando a atenção sobre os efeitos do conflito na economia do bloco.

Semicondutores avançam com aposta em gastos com IA

Na direção oposta, ações de fabricantes de equipamentos para semicondutores ganharam força. A ASML subiu 4,76% e a ASM International avançou 4,45%, recuperando terreno após a pressão registrada na sessão de segunda-feira.

Analistas do UBS avaliam que os investidores estão “subestimando” a duração e a amplitude dos investimentos em inteligência artificial. Na avaliação dos especialistas, as holandesas ASML e ASM International estão em posição “particularmente favorável” para capturar parte desses gastos.

Entre os demais destaques positivos, as ações do Julius Baer dispararam 6,79%. O movimento ocorreu diante dos planos do banco para recomprar ações, depois que o regulador financeiro suíço encerrou uma investigação envolvendo a gestão de risco de crédito e os procedimentos de prevenção à lavagem de dinheiro da instituição.

Na ponta negativa, a AB InBev, controladora da Ambev no Brasil, caiu 3,5%. Durante a sessão, os papéis chegaram perto de registrar a maior queda percentual desde 31 de julho de 2025, quando recuaram 13,33%.

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