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Brent supera US$ 117 com temor de ataques na véspera da eleição em Israel; ministro saudita viaja ao Irã para reduzir tensões
Publicado 26/10/2026 • 13:50 | Atualizado há 15 minutos
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Publicado 26/10/2026 • 13:50 | Atualizado há 15 minutos
KEY POINTS
Foto: Adobe Stock Photo
Os preços do petróleo operavam sem direção única nesta segunda-feira (26), enquanto o ministro da Defesa da Arábia Saudita viajava a Teerã para se reunir com autoridades iranianas e discutir formas de reduzir as tensões entre os dois países.
Por volta das 13h05, no horário de Brasília, os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, recuavam US$ 0,44, para US$ 102,83 por barril. Já o Brent, referência internacional, avançava US$ 0,36, para US$ 117,08 por barril.
As oscilações ocorrem após a forte alta registrada na sexta-feira (23), provocada por sucessivos ataques dos houthis, grupo aliado do Irã, contra a Arábia Saudita. As ofensivas reacenderam os temores de novas interrupções no abastecimento global de energia.
Uma nova interrupção significativa no fornecimento ocorreria em um momento de estoques globais reduzidos, após oito meses de conflito. Nos Estados Unidos, por exemplo, a Reserva Estratégica de Petróleo está no menor nível desde 1982.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores saudita, o ministro da Defesa, príncipe Khalid bin Salman, tem reuniões previstas nesta segunda-feira com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e o chefe do Conselho de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei. O objetivo é buscar a redução das tensões entre os dois países.
O chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, e o diretor da inteligência turca, Ibrahim Kalin, também participam das negociações. Paquistão e Turquia integram um pacto de defesa com a Arábia Saudita.
Leia também: Petróleo sobe mais de 3% com tensão entre EUA e Irã; Brent atinge maior nível desde abril
As tensões permaneceram elevadas durante o fim de semana. No sábado (24), os houthis afirmaram ter atacado o principal aeroporto da Arábia Saudita, em Riad, além de instalações petrolíferas. No domingo (25), autoridades sauditas informaram ter interceptado novos mísseis e drones.
O país retomou parcialmente as operações de seu principal aeroporto no domingo, apesar dos danos causados pelos ataques anteriores. O grupo houthi, porém, ameaçou realizar novas ofensivas.
A continuidade dos ataques aumentou a preocupação com a vulnerabilidade da infraestrutura energética saudita. Os investidores acompanham de perto o risco de uma interrupção significativa na produção, no refino ou na exportação de petróleo.
Em entrevista à CNBC, Michael Alfaro, diretor de investimentos da Gallo Partners, estimou que as incertezas geopolíticas já acrescentaram cerca de US$ 20 ao preço do barril.
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Siga o Times | CNBC“Acredito que estamos vivendo um período de incerteza extraordinariamente elevada. Quando analisamos o prêmio de risco já incorporado ao preço do petróleo, ele está em torno de US$ 20 por barril”, afirmou Alfaro.
Segundo ele, um ataque de grande proporção ao oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita ou a outras instalações de refino poderia provocar uma nova disparada dos preços. Uma alta mais acentuada, contudo, acabaria prejudicando o consumo.
Alfaro avalia que o petróleo Brent acima de US$ 120 por barril provocaria uma redução ainda maior da demanda, à medida que os preços elevados levassem consumidores e empresas a diminuir o consumo de combustíveis.
Além do risco imediato ao fornecimento de petróleo bruto, eventuais danos às refinarias poderiam trazer consequências mais duradouras para o mercado global de energia.
“O verdadeiro desafio está na capacidade de refino”, afirmou o executivo, alertando que as interrupções podem se transformar em um problema estrutural de longo prazo, com efeitos que se estenderiam por 2027 e pelos anos seguintes.
Enquanto isso, a Arábia Saudita planeja começar a armazenar petróleo bruto em Singapura a partir do segundo semestre de 2027, segundo ministros de Energia dos dois países. A iniciativa busca aumentar a segurança da cadeia de abastecimento saudita na Ásia.
Nos Estados Unidos, o Departamento de Energia autorizou na sexta-feira a liberação de até 400 mil barris da Reserva Estratégica de Petróleo para compensar uma interrupção no abastecimento de uma refinaria na Louisiana.
Ainda assim, permanece incerta a possibilidade de ampliar a oferta por meio dos produtores americanos. As empresas têm demonstrado resistência em assumir novos investimentos de grande porte diante da volatilidade dos preços e dos riscos geopolíticos.
Alfaro afirmou que as petrolíferas dos Estados Unidos estão colocando algumas novas sondas de perfuração em operação, mas continuam cautelosas em relação a aumentos expressivos dos investimentos.
“Não estamos vendo grandes aumentos nos investimentos para colocar novas sondas em operação ou iniciar uma produção adicional”, afirmou.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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