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Brexit gera prejuízos econômicos e isola Reino Unido
Publicado 22/05/2026 • 19:15 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 22/05/2026 • 19:15 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
A frustrada aposta geopolítica do Brexit e as barreiras econômicas enfrentadas pelo Reino Unido mostram que a saída do bloco europeu trouxe prejuízos.
Tomaz Oliveira Paoliello, especialista em relações internacionais, destacou que os impactos negativos são visíveis tanto para o empresariado quanto para os trabalhadores britânicos que apoiaram a medida no passado.
“Do ponto de vista econômico tem vários indícios de que foi um gol contra, tanto do ponto de vista das empresas quanto inclusive do ponto de vista do mercado de trabalho. Eles acreditavam, também fruto de discursos da extrema direita do Reino Unido, que essa saída significaria uma volta de empregos que estavam na mão dos europeus para os britânicos”, comentou.
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Segundo o analista, o cenário internacional mudou e isolou o país, contrariando a expectativa de uma aliança vantajosa com a Casa Branca após a separação da Europa: “Havia uma percepção de que valeria mais a pena para o Reino Unido estar atrelado aos Estados Unidos do que à Europa. E com o governo Trump atual, acho que ficou muito claro que essa aposta foi frustrada também, porque é muito difícil que os parceiros dos Estados Unidos atualmente possam contar com o governo americano nesse momento”, disse ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
O especialista relembrou que, a partir do Brexit, surgiu a percepção de que poderia haver uma tendência de enfraquecimento ou até desintegração de blocos regionais. No entanto, esse movimento não avançou de forma significativa, já que os demais países europeus observaram de perto as consequências negativas da saída do Reino Unido da União Europeia.
Por fim, ele ponderou que o governo britânico tem ensaiado uma reaproximação, sobretudo no campo regulatório, com o objetivo de reabrir canais de comércio que foram perdidos nesse processo. Ainda assim, destacou que o livre trânsito de pessoas (um dos pilares da União Europeia) não está atualmente no radar do Reino Unido.
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