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FMI reduz previsão de crescimento do Reino Unido após impactos da guerra no Oriente Médio

Publicado 16/07/2026 • 22:30 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • FMI prevê desaceleração da economia britânica em 2026 devido aos impactos da guerra no Oriente Médio.
  • Inflação do Reino Unido deve superar 3,5% no fim do ano antes de voltar à meta de 2%.
  • Fundo alerta para riscos de energia mais cara e defende política monetária restritiva.

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A economia do Reino Unido manteve-se resiliente, mas a guerra no Oriente Médio reduziu as perspectivas de crescimento no curto prazo, disse o Fundo Monetário Internacional (FMI) ao concluir sua Consulta do Artigo IV nesta quinta-feira (16). O crescimento está projetado para desacelerar para 1,0% em 2026, abaixo da estimativa pré-guerra de 1,4%, antes de se recuperar gradualmente para 1,3% em 2017.

Já a inflação geral está projetada para atingir um pico acima de 3,5% no final do ano, antes de diminuir e retornar à meta de 2% no final do próximo ano. A transmissão para o núcleo da inflação (que exclui elementos voláteis como preços de energia e alimentos) deve ser mais limitada, dado o mercado de trabalho fraco, o crescimento salarial lento e uma lacuna negativa de produção, acrescenta.

Leia mais: FMI reduz crescimento da zona do euro e acende alerta para inflação

Segundo o FMI, a política monetária deve permanecer suficientemente restritiva para conter os efeitos secundários dos preços mais altos da energia, com decisões permanecendo dependentes dos dados, dada a incerteza elevada.

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Em paralelo, os riscos para o crescimento estão inclinados para o lado negativo, alerta o Fundo. O principal risco é que as interrupções no fornecimento de energia persistam, com efeitos secundários maiores na inflação podendo exigir uma postura monetária mais restritiva, apertando as condições de crédito e desacelerando o crescimento.

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Em resposta à Consulta do Artigo IV, a ministra das Finanças britânica, Rachel Reeves, afirmou que tem um plano econômico certo para construir uma Grã-Bretanha mais forte e segura, com o FMI apoiando as escolhas feitas para colocar o país em uma posição muito mais forte do que estava há dois anos.

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