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EXCLUSIVO CNBC: Trump diz que “muralha de aço” em Ormuz impediu navios de chegar ao Irã

Publicado 02/07/2026 • 22:47 | Atualizado há 54 minutos

KEY POINTS

  • Em entrevista exclusiva à CNBC, Donald Trump afirmou que a Marinha dos Estados Unidos impediu a passagem de navios para o Irã pelo Estreito de Ormuz.
  • Presidente americano descreveu a operação como uma “muralha de aço” e disse que a medida aumentou a pressão econômica sobre Teerã.
  • Trump também afirmou que não quer ser lembrado como um presidente associado a uma grande crise econômica, em referência a Herbert Hoover.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista exclusiva à CNBC que a Marinha americana impediu a passagem de navios para o Irã pelo Estreito de Ormuz durante o conflito no Oriente Médio.

Trump descreveu a operação como uma “muralha de aço” e disse que nenhum navio conseguiu atravessar o bloqueio naval. Segundo ele, a medida aumentou a pressão econômica sobre Teerã.

“Eu fiz um bloqueio, que na verdade não foi um bloqueio, foi uma muralha de aço”, afirmou Trump. “Temos a nossa grande Marinha, a maior Marinha de todo o mundo. Nenhum navio passou para o Irã.”

O Estreito de Ormuz é uma das rotas mais sensíveis para o mercado global de petróleo. Por isso, qualquer interrupção ou ameaça de bloqueio na região tende a elevar a preocupação de investidores, governos e empresas de energia com oferta, preços e inflação.

Na entrevista, Trump afirmou que a pressão sobre o Irã reduziu a capacidade econômica e militar do país.

“Eles têm 300% de inflação. Eles não estão ganhando dinheiro”, disse. “Eles precisam de comida, milho, trigo e soja.”

O presidente americano também afirmou que agricultores dos Estados Unidos poderiam fornecer esses produtos ao Irã caso as negociações avancem.

“Vamos ter exclusivamente nossos agricultores americanos fornecendo isso, supondo que alcancemos a posição onde deveríamos estar”, afirmou.

Leia também: EXCLUSIVO: Trump fala à CNBC com mercado atento; emprego, Irã e economia dominam entrevista

Pressão sobre Teerã

Trump disse que o Irã perdeu força após os ataques americanos e afirmou que a liderança do país foi atingida.

“A força dele se foi. A bravata dele foi embora”, afirmou.

Segundo Trump, a avaliação de que o Irã estaria em melhor situação do que antes do conflito não corresponde ao cenário atual.

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“Os militares se foram, a inflação subiu para 300%, os líderes se foram, a segunda fileira de líderes se foi, alguns da terceira fileira se foram”, disse.

As afirmações foram feitas por Trump durante a entrevista e não foram verificadas de forma independente na conversa.

Crise econômica

Trump também afirmou que não quer ser lembrado como um presidente que levou os Estados Unidos a uma grande crise econômica.

“Eu não quero ser um presidente com uma depressão no currículo”, disse. “Não quero ser Herbert Hoover.”

O presidente americano comparou o cenário atual ao período de Herbert Hoover, que governou os Estados Unidos no início da Grande Depressão.

Segundo Trump, Hoover errou ao elevar juros e impostos simultaneamente, o que teria agravado a crise econômica.

“Herbert Hoover foi o presidente que provavelmente nos levou à Grande Depressão”, afirmou. “Eu não quero estar em uma depressão. Eu não quero ser um presidente que supervisiona a Grande Depressão mundial.”

Ormuz no centro da estratégia

Ao colocar o Estreito de Ormuz no centro da entrevista, Trump buscou reforçar a ideia de que a pressão militar e econômica sobre o Irã foi usada para limitar a capacidade de reação de Teerã.

O presidente americano afirmou que os Estados Unidos ainda têm ativos militares disponíveis na região caso seja necessário.

“Temos todos os ativos”, disse.

Trump também indicou que a pressão sobre o Irã pode abrir espaço para uma solução negociada, mas disse que Washington está preparado para agir novamente se considerar necessário.

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