CNBC
Trump em um palco repleto de bandeiras dos Estados Unidos e apontando para frente

CNBCTrump está instruindo seus “representantes” a comprar US$ 200 bilhões em títulos hipotecários

Mundo

Carlo Pereira: A estratégia “Fortaleza América” e a corrida pelo novo petróleo

Publicado 07/01/2026 • 21:09 | Atualizado há 1 dia

KEY POINTS

  • De acordo com Carlo Pereira, a movimentação norte-americana esconde camadas estratégicas que vão além da justificativa de combate ao narcotráfico.
  • De acordo com o especialista, o objetivo imediato em relação ao setor energético é isolar a influência asiática na região, visando "fazer com que seja diminuída ou zerada a exportação desse petróleo para a China", que atualmente absorve 90% da produção venezuelana.
  • Embora a Venezuela detenha a maior reserva do mundo, correspondendo a 17% das reservas globais, o especialista ressaltou que o foco estratégico se expandiu para o que ele chama de "novo petróleo deste século": os minerais críticos.

O especialista em sustentabilidade e comentarista do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Carlo Pereira, afirmou que o cenário global de 2026 já se mostra extremamente “pesado”, e a movimentação norte-americana sob a gestão de Donald Trump esconde camadas estratégicas que vão muito além da justificativa oficial de combate ao narcotráfico.

“O presidente Donald Trump já foi bastante claro. Há, certamente, uma estratégia mais ampla, a estratégia do que falam de Fortaleza América, se referindo a que as Américas como um todo se tornem uma zona de influência dos Estados Unidos“, explicou, destacando que o controle sobre os recursos naturais é o ponto central dessa manobra geopolítica.

De acordo com o especialista, o objetivo imediato em relação ao setor energético é isolar a influência asiática na região, visando “fazer com que seja diminuída ou zerada a exportação desse petróleo para a China”, que atualmente absorve 90% da produção venezuelana.

Embora a Venezuela detenha a maior reserva do mundo, correspondendo a 17% das reservas globais, o especialista ressaltou que o foco estratégico se expandiu para o que ele chama de “novo petróleo deste século”: os minerais críticos.

“A Venezuela não é só a maior reserva de petróleo do mundo, mas tem também muitos outros recursos naturais, como o coltan, de onde se extrai o nióbio e o tântalo. Eles são muito importantes para essa nova indústria de tecnologia, desde a transição energética até, principalmente, a indústria bélica nesse mundo belicoso em que estamos”, afirmou o especialista.

Leia mais:
Reino Unido colaborou com EUA na captura de petroleiro com bandeira russa
EUA anunciam novas diretrizes nutricionais; veja o que muda

Um ponto de extrema relevância para o cenário nacional é a localização dessas reservas, situadas na fronteira com o Amazonas e Roraima. Carlo Pereira alertou que o interesse internacional nesses minerais, essenciais para baterias, turbinas eólicas e painéis solares, coloca a região amazônica no epicentro de uma disputa por soberania tecnológica.

“O próprio Hugo Chávez, lá em 2009, já falava da importância desses minerais. Por isso, vemos que os Estados Unidos não estão interessados só nesse petróleo, mas também nesses outros minerais críticos, que são a bola da vez”, pontuou o comentarista, diferenciando o processo de extração do coltan venezuelano do nióbio já consolidado pela CBMM em Araxá.

Quanto à posição do Brasil frente a essa reconfiguração, o especialista vislumbra uma oportunidade de mercado, apesar das tensões. Como o petróleo venezuelano é “muito mais pesado e ácido” e requer refinarias específicas, o Brasil pode ocupar espaços deixados pela Venezuela no mercado internacional. “O Brasil pode ser o backup da China para petróleo. O Brasil pode passar a ser o quarto produtor mundial de petróleo, mas isso leva um tempo, não é do dia para a noite”, explicou Pereira.

Ele concluiu observando que, apesar do controle das reservas, a produção venezuelana atual é de apenas 1% da produção mundial, o que deve manter o preço do barril Brent estável entre 50 e 60 dólares, sem gerar grandes impactos imediatos nos preços internos brasileiros.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Mundo

;