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China mantém taxas básicas de juros para apoiar o yuan, com dados macroeconômicos ainda fortes

Publicado 21/04/2025 • 11:24 | Atualizado há 11 meses

KEY POINTS

  • A China manteve, como esperado, suas principais taxas de empréstimo inalteradas nesta segunda-feira (21), já que os dados macroeconômicos robustos oferecem ao banco central margem para focar na estabilização do yuan em meio às tensões comerciais com os Estados Unidos.
  • O Banco Popular da China (PBOC, na sigla em inglês) decidiu manter a taxa primária de empréstimo (LPR) de 1 ano em 3,1% e a LPR de 5 anos em 3,6%, após a divulgação de indicadores econômicos melhores do que o esperado neste mês.
  • O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 5,4% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior.
Bandeira da China

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A China manteve, como esperado, suas principais taxas de empréstimo inalteradas nesta segunda-feira (21), já que os dados macroeconômicos robustos oferecem ao banco central margem para focar na estabilização do yuan em meio às tensões comerciais com os Estados Unidos.

O Banco Popular da China (PBOC, na sigla em inglês) decidiu manter a taxa primária de empréstimo (LPR) de 1 ano em 3,1% e a LPR de 5 anos em 3,6%, após a divulgação de indicadores econômicos melhores do que o esperado neste mês.

O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 5,4% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior. As vendas no varejo e a produção industrial de março também superaram as expectativas de economistas consultados pela agência Reuters.

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A LPR de 1 ano influencia os empréstimos corporativos e a maior parte dos empréstimos pessoais na China, enquanto a taxa de 5 anos serve como referência para financiamentos imobiliários. O PBOC mantém essas taxas inalteradas desde outubro do ano passado.

Segundo Zhiwei Zhang, presidente e economista-chefe da gestora de fundos de hedge chinesa Pinpoint Asset Management, o banco central não cortou a LPR porque os dados macroeconômicos ainda não indicam enfraquecimento. “Eles só reduzirão os juros quando os dados concretos começarem a enfraquecer”, afirmou.

Os dados econômicos referentes ao mês de abril — que devem refletir o impacto das tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump — começam a ser divulgados em 30 de abril, com os números oficiais do índice de gerentes de compras (PMI).

Os dados comerciais estão previstos para 9 de maio, enquanto os índices de inflação devem ser divulgados em 10 de maio, segundo a LSEG.

Após o anúncio do PBOC, o yuan onshore (negociado na China continental) valorizou 0,20%, cotado a 7,2848 por dólar. Já o yuan offshore (negociado fora da China) avançou 0,22%, para 7,2846 frente à moeda norte-americana.

O índice CSI 300, que reúne as maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, subiu 0,36%.

A decisão do banco central chinês esteve em linha com uma pesquisa da Reuters com economistas, dos quais 87% previam a manutenção das taxas.

O banco holandês ING também havia previsto essa decisão. Em nota na semana passada, os analistas Lynn Song e Min Joo Kang destacaram que a LPR provavelmente não sofreria alterações antes que o PBOC reduzisse a taxa de recompra reversa (repo) de 7 dias.

Atualmente, essa taxa está em 1,5% e foi reduzida pela última vez em 20 pontos-base em setembro.

No entanto, o ING também ressaltou que “a baixa inflação e os fortes ventos contrários externos, em meio à escalada nas ameaças tarifárias, justificam uma flexibilização monetária. Mas considerações sobre a estabilização cambial podem levar o Banco Popular da China a aguardar até que o Federal Reserve (Fed) dos EUA reduza os juros por lá”.

Ryota Abe, economista do Sumitomo Mitsui Banking Corporation, disse à CNBC que o PBOC dificilmente usará a moeda como ferramenta para enfrentar as dificuldades econômicas, pois isso poderia provocar uma saída massiva de capitais.

Os Estados Unidos impuseram tarifas de até 245% sobre produtos chineses, enquanto a China aplicou tarifas de até 125% sobre importações americanas.

Apesar dos dados encorajadores de crescimento do PIB, os preços ao consumidor na segunda maior economia do mundo continuam em território deflacionário. O índice de preços ao consumidor (CPI) de março mostrou uma queda de 0,1% em relação ao ano anterior.

Os preços ao produtor caíram 2,5% no mesmo mês, marcando o 29º mês consecutivo de deflação e a maior retração desde novembro de 2024.

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