CNBC

CNBCChefe do Instagram nega em julgamento sobre vício em redes sociais que oriente equipe a esconder informações

Mundo

China mira US$ 8,8 trilhões em consumo até 2030; veja a estratégia

Publicado 25/08/2026 • 22:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Meta de US$ 8,8 trilhões em vendas no varejo até 2030.
  • Pequenos luxos ganham espaço entre consumidores chineses.
  • Serviços e inteligência artificial entram na estratégia de consumo.
China mira US$ 8,8 trilhões em consumo até 2030; veja a estratégia

Foto: unsplash

China mira US$ 8,8 trilhões em consumo até 2030; veja a estratégia

O consumidor chinês está mudando a forma como gasta, e essa transformação pode ajudar a China a alcançar uma das principais metas econômicas dos próximos anos. Em vez de apostar apenas em grandes compras, os consumidores têm buscado produtos mais acessíveis, experiências presenciais e serviços que agreguem valor ao consumo.

Entre os destaques estão acessórios de ouro, fragrâncias e brinquedos de grife em edição limitada. A Savills classificou esses itens como “pequenos e microluxos” e identificou o segmento como uma força crescente no varejo físico.

Segundo a WWD, a mudança ocorre em um momento de maior cautela. A China enfrenta uma prolongada crise imobiliária, pressões sobre o emprego e incertezas relacionadas ao avanço da inteligência artificial.

Como resultado, as famílias têm demonstrado maior preferência pela poupança, enquanto o crescimento das vendas no varejo perdeu força no primeiro semestre de 2026.

Leia também: Governo Trump anuncia plano global de sanções contra o Irã e indica que China não ficará isenta

Pequenos luxos ganham espaço

Mesmo com o consumidor mais seletivo, alguns segmentos ainda conseguem atrair gastos. Nesse cenário, a Savills aponta que a área de varejo destinada aos pequenos e microluxos cresceu, em média, 18% em 2025. Além disso, o movimento ganhou força no mercado de brinquedos colecionáveis.

Da mesma forma, o Departamento Nacional de Estatísticas da China apontou crescimento acelerado nas vendas de brinquedos de moda, incluindo caixas-surpresa e outros itens colecionáveis.

Em Xangai, o shopping Joy City mostra como essa tendência pode movimentar o varejo. Conhecido como uma espécie de “Akihabara da China”, o empreendimento recebeu 42 lojas pop-up com temática de anime somente em julho.

Durante o Ano Novo Chinês, em fevereiro, lojas temporárias do segmento chegaram a registrar entre 4 milhões e 10 milhões de renminbi em vendas por evento, o equivalente a mais de US$ 590 mil (cerca de R$ 3 milhões) e cerca de US$ 1,4 milhão (R$ 7,2 milhões), respectivamente.

A força desse público também alcança o setor de beleza. Marcas chinesas como Judydoll, Into You, Wow Colour, The Colorist e Beauty Choice disputam espaço no shopping, especialmente nos períodos de maior circulação de consumidores e cosplayers.

Serviços viram aposta do varejo da China

A estratégia, entretanto, não depende apenas de produtos. O governo chinês passou a considerar os serviços uma parte importante da expansão do consumo, incluindo áreas como cuidados com idosos e crianças, cultura, turismo, saúde e esportes.

Para Dan Wang, diretor da equipe da Eurasia Group na China, a expansão dos serviços deve concentrar boa parte do crescimento futuro do consumo.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

Essa mudança também modifica a função dos shoppings. Academias, espaços de bem-estar, estúdios de educação infantil e negócios de entretenimento ocupam uma parcela maior desses empreendimentos porque oferecem algo que o comércio eletrônico não consegue reproduzir com facilidade: interação presencial. Além disso, esses estabelecimentos podem estimular visitas recorrentes e distribuir o movimento dos consumidores ao longo do dia.

Leia também: Tesla faz recall de 3 milhões de veículos na China por falhas de segurança

I.A também entra no consumo na China

Ao mesmo tempo, a inteligência artificial amplia as possibilidades para o mercado doméstico. A Conferência Mundial de Inteligência Artificial, realizada em Xangai, apresentou produtos voltados ao consumidor, como robôs humanoides, telefones com I.A e bichos de pelúcia equipados com recursos tecnológicos.

A chamada “servitização da manufatura” acompanha esse movimento. Na prática, produtos tradicionais passam a incorporar recursos de serviços, como equipamentos domésticos que oferecem funções adicionais de bem-estar e entretenimento.

Meta chega a US$ 8,8 trilhões

É nesse cenário que entra a meta estabelecida pelo 15º Plano Quinquenal da China. O governo pretende elevar as vendas no varejo de bens de consumo para cerca de 60 trilhões de renminbi, aproximadamente US$ 8,8 trilhões (R$ 45,3 trilhões), até 2030.

Para atingir o objetivo, o país precisa alcançar uma taxa média de crescimento anual de 3,7% nas vendas do varejo a partir de 2026. Aprovado pelo Conselho de Estado, o plano representa a primeira iniciativa nacional de cinco anos dedicada especificamente à expansão do consumo.

No mercado de luxo, porém, a estratégia tende a ser mais seletiva. Segundo James McDonald, diretor sênior de pesquisa da Savills, marcas devem reduzir operações em cidades de segundo escalão e concentrar esforços nos principais mercados.

Leia também: Fabricante da Labubu, Pop Mart vê ações caírem com queda nas vendas fora da China

Louis Vuitton, Hermès e Dior estão entre as grifes que planejam novos investimentos ou reformas em Hong Kong e Xangai. Em Guangzhou, as futuras inaugurações da SKP e da MixC também podem criar um novo polo de luxo.

Assim, a China tenta estimular o consumo sem depender apenas de grandes compras. A aposta combina serviços, experiências, tecnologia e produtos de menor valor, enquanto as marcas buscam novas formas de convencer um consumidor mais exigente a gastar.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Mundo

Herdeiro da Dell transforma startup de baterias em negócio de US$ 13 bilhões Apple pode encarecer iPhones antigos após lançamento do iPhone 18 Astro da NFL, Sauce Gardner se envolve em disputa por reforma de imóvel de US$ 1,4 milhão em Detroit Sanrio: quais são os personagens mais populares além da Hello Kitty? Artistas de I.A serão identificados pelo Spotify e excluídos das recomendações Quem são as maiores empresas de beleza do mundo? Confira o top 10 Gucci: relatório mostra redução de 20% nas emissões e avanço na sustentabilidade Série A acumula prejuízo de € 3,9 bilhões; entenda a crise do futebol italiano Óculos da Meta viram alvo de críticas após influenciadores relatarem perda de seguidores Deslocamento para o trabalho pode acabar até 2040, prevê CEO de gigante global