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Colisão entre trens de alta velocidade deixa ao menos 30 mortos na Espanha
Publicado 28/10/2026 • 07:54 | Atualizado há 5 minutos
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Publicado 28/10/2026 • 07:54 | Atualizado há 5 minutos
KEY POINTS
Imagem cedida por um passageiro
Passageiros deixam um dos trens envolvidos na colisão de alta velocidade em Urda, na província de Toledo, na Espanha, nesta quarta-feira (28). O acidente deixou ao menos 30 mortos e provocou o descarrilamento de vagões.
Ao menos 30 pessoas morreram após dois trens de alta velocidade colidirem na região de Toledo, no centro da Espanha, nesta quarta-feira (28). O acidente provocou o descarrilamento de dois vagões e levou à suspensão da circulação ferroviária na linha que liga Madri à Andaluzia, no sul do país.
A colisão ocorreu por volta das 9h (horário local, 5h de Brasília), nas proximidades de Urda, entre um trem AVE da operadora pública Renfe e uma composição da companhia privada Iryo. Os dois transportavam mais de 540 passageiros. O número de feridos ainda não havia sido confirmado.
Segundo o jornal espanhol El País, que cita fontes do governo regional de Castilla-La Mancha, pelo menos 30 pessoas morreram no acidente. As primeiras informações do Ministério dos Transportes indicam que o trem da Renfe pode ter atingido a composição da Iryo por trás, provocando o descarrilamento de dois vagões, que caíram por um barranco.
A colisão ocorreu no quilômetro 118 da linha de alta velocidade Madrid-Sevilha, entre as localidades de Mora, Orgaz e Urda, na província de Toledo.
De acordo com a porta-voz do governo regional, Esther Padilla, o trem Iryo 6076 transportava 146 passageiros e um bebê, enquanto o AVE 2080 levava 397 pessoas.
As causas ainda estão sendo investigadas, mas as autoridades trabalham com a hipótese de erro humano. Informações preliminares apontam que uma falha no sistema de segurança interrompeu a circulação de cerca de oito trens na região.
Após a retomada parcial do tráfego, a composição da Iryo teria permanecido parada sobre os trilhos. Um funcionário do centro de controle ferroviário de Atocha, em Madri, teria autorizado equivocadamente o avanço do trem da Renfe, que acabou atingindo a outra composição.
A velocidade do trem no momento da colisão ainda não foi determinada. As circunstâncias do acidente continuam sob investigação.
A administradora da infraestrutura ferroviária espanhola, Adif, interrompeu a circulação na linha de alta velocidade entre Madri e a Andaluzia.
O Ministério dos Transportes pediu que passageiros com passagens para viagens previstas nesta quarta-feira não compareçam às estações enquanto o serviço estiver suspenso.
Equipes da Adif, das operadoras ferroviárias e dos serviços de emergência foram mobilizadas para atender as vítimas e avaliar os danos à infraestrutura.
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Siga o Times | CNBCAinda não há previsão para a retomada da circulação.
A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, informou que hospitais de Madri e de Castilla-La Mancha foram colocados em alerta para receber os feridos.
Segundo a ministra, a gravidade do impacto pode exigir atendimento especializado para vítimas com múltiplos traumatismos.
O Ministério do Interior acionou a Unidade Militar de Emergências (UME), enquanto a Guarda Civil enviou equipes de resgate, investigação criminal e identificação de vítimas.
Três helicópteros sanitários também foram mobilizados. As autoridades locais instalaram um posto médico avançado próximo ao acidente.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou estar acompanhando a situação em contato com o Ministério dos Transportes e o governo regional.
“Meu carinho, solidariedade e apoio a todas as vítimas e suas famílias”, escreveu na rede social X.
O acidente desta quarta-feira ocorreu na mesma linha de alta velocidade em que dois trens colidiram em Adamuz, na província de Córdoba, em 18 de janeiro deste ano.
Na ocasião, 46 pessoas morreram após o descarrilamento de composições da Renfe e da Iryo.
O episódio foi considerado o acidente ferroviário mais grave na Espanha desde 2013, quando o descarrilamento de um trem em Santiago de Compostela deixou 80 mortos.
Após o desastre de janeiro, representantes de trabalhadores ferroviários cobraram maior fiscalização e uma auditoria das condições da linha entre Madri e Sevilha.
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