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Como a Rússia está se beneficiando do plano de Trump para o petróleo da Venezuela
Publicado 06/01/2026 • 22:50 | Atualizado há 10 horas
Publicado 06/01/2026 • 22:50 | Atualizado há 10 horas
KEY POINTS
A Rússia vem ampliando a atuação no transporte de petróleo venezuelano sob sanção ao atrair um número crescente de petroleiros da chamada “frota fantasma”. O movimento se intensificou após a estratégia dos Estados Unidos de apreender embarcações envolvidas nesse comércio.
Dados do Lloyd’s List indicam uma aceleração no número de navios que buscam proteção de Moscou ao trocar suas bandeiras de registro para a Rússia. Apenas em dezembro, 17 petroleiros sancionados passaram a operar sob bandeira russa.
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Segundo o editor-chefe do Lloyd’s List, Richard Meade, a mudança ganhou força depois que os EUA começaram a interceptar navios que transportavam petróleo venezuelano sancionado. “Observamos uma aceleração clara de embarcações migrando para a bandeira russa no último mês”, afirmou.
O movimento ocorre em meio às declarações do presidente Donald Trump, que afirmou que grandes petroleiras americanas devem investir bilhões de dólares no setor de energia da Venezuela após a queda de Nicolás Maduro. Empresas como Chevron, ConocoPhillips e ExxonMobil devem se reunir com a administração americana para discutir o tema.
Um dos casos mais recentes envolve o petroleiro Bella 1, interceptado pelos EUA em 20 de dezembro enquanto seguia para a Venezuela. O navio operava sob uma bandeira fraudulenta da Guiana e, dias depois, foi rebatizado como Marinera e registrado sob bandeira russa. Dados de rastreamento indicam que a embarcação deixou o Caribe e segue em direção à Rússia.
Segundo Meade, a troca de bandeira durante a viagem sugere uma tentativa direta de evitar novas abordagens e apreensões por autoridades americanas.
Outro navio sancionado, agora chamado Hyperion, também passou a operar sob bandeira russa após entregar nafta de origem russa à Venezuela. O insumo é essencial para diluir o petróleo pesado venezuelano e permitir sua exportação.
Desde junho, mais de 40 navios da frota fantasma foram registrados sob bandeira russa, segundo o Lloyd’s List. Estimativas apontam que mais de 12% da frota global de petroleiros já opera fora dos sistemas tradicionais de seguro e fiscalização.
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Especialistas alertam para os riscos ambientais e jurídicos desse modelo. “Não há evidências de que muitos desses navios tenham seguro”, afirmou Meade. “Se ocorrer um grande vazamento envolvendo essas embarcações, muitas delas antigas, não está claro quem arcaria com os custos da limpeza.”
O avanço da frota fantasma sob proteção russa levanta dúvidas sobre até onde Moscou estaria disposta a ir para defender esses navios, e se os Estados Unidos confrontariam diretamente a Rússia ao interceptar petroleiros com bandeira do país.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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