Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Como a Rússia está se beneficiando do plano de Trump para o petróleo da Venezuela
Publicado 06/01/2026 • 22:50 | Atualizado há 2 meses
EXCLUSIVO: Uber adquire aplicativo de estacionamento SpotHero para expandir ecossistema
Trump exige demissão na Netflix em meio à disputa pela compra da Warner
EXCLUSIVO: Setor varejista dos EUA diz que reversão de tarifas de Trump trará previsibilidade e flexibilidade para inovação
EXCLUSIVO: Reembolso de tarifas ilegais de Trump pode custar R$ 906 bi e gerar “bagunça” logística nos EUA
Democratas buscam forçar reembolsos após Suprema Corte bloquear tarifas de Trump
Publicado 06/01/2026 • 22:50 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A Rússia vem ampliando a atuação no transporte de petróleo venezuelano sob sanção ao atrair um número crescente de petroleiros da chamada “frota fantasma”. O movimento se intensificou após a estratégia dos Estados Unidos de apreender embarcações envolvidas nesse comércio.
Dados do Lloyd’s List indicam uma aceleração no número de navios que buscam proteção de Moscou ao trocar suas bandeiras de registro para a Rússia. Apenas em dezembro, 17 petroleiros sancionados passaram a operar sob bandeira russa.
Leia mais:
Líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen condena ataque à Venezuela
Ataque à Venezuela pode redesenhar mercado de petróleo e pressionar preços do barril; entenda o impacto para a Petrobras
Segundo o editor-chefe do Lloyd’s List, Richard Meade, a mudança ganhou força depois que os EUA começaram a interceptar navios que transportavam petróleo venezuelano sancionado. “Observamos uma aceleração clara de embarcações migrando para a bandeira russa no último mês”, afirmou.
O movimento ocorre em meio às declarações do presidente Donald Trump, que afirmou que grandes petroleiras americanas devem investir bilhões de dólares no setor de energia da Venezuela após a queda de Nicolás Maduro. Empresas como Chevron, ConocoPhillips e ExxonMobil devem se reunir com a administração americana para discutir o tema.
Um dos casos mais recentes envolve o petroleiro Bella 1, interceptado pelos EUA em 20 de dezembro enquanto seguia para a Venezuela. O navio operava sob uma bandeira fraudulenta da Guiana e, dias depois, foi rebatizado como Marinera e registrado sob bandeira russa. Dados de rastreamento indicam que a embarcação deixou o Caribe e segue em direção à Rússia.
Segundo Meade, a troca de bandeira durante a viagem sugere uma tentativa direta de evitar novas abordagens e apreensões por autoridades americanas.
Outro navio sancionado, agora chamado Hyperion, também passou a operar sob bandeira russa após entregar nafta de origem russa à Venezuela. O insumo é essencial para diluir o petróleo pesado venezuelano e permitir sua exportação.
Desde junho, mais de 40 navios da frota fantasma foram registrados sob bandeira russa, segundo o Lloyd’s List. Estimativas apontam que mais de 12% da frota global de petroleiros já opera fora dos sistemas tradicionais de seguro e fiscalização.
Leia mais:
Venezuela lidera ranking do petróleo; veja os 10 países com mais reservas
Após operação na Venezuela, Trump faz novas declarações sobre a América Latina; veja o que ele disse
Especialistas alertam para os riscos ambientais e jurídicos desse modelo. “Não há evidências de que muitos desses navios tenham seguro”, afirmou Meade. “Se ocorrer um grande vazamento envolvendo essas embarcações, muitas delas antigas, não está claro quem arcaria com os custos da limpeza.”
O avanço da frota fantasma sob proteção russa levanta dúvidas sobre até onde Moscou estaria disposta a ir para defender esses navios, e se os Estados Unidos confrontariam diretamente a Rússia ao interceptar petroleiros com bandeira do país.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
Mais lidas
1
Banco Master: BC já liquidou oito instituições ligadas ao grupo; entenda o caso
2
Da emoção ao ativo: o macaquinho rejeitado que fez venda de pelúcia disparar em vários países
3
Relatório aponta distorções bilionárias e crise de liquidez na Patria Investimentos; Fundo nega
4
Top 100: os cargos com os maiores salários no estado de SP em 2025
5
Raízen: saiba mais sobre empresa e os riscos de uma possível recuperação judicial
'Segundo as previsões atuais, o pior já passou', diz prefeito de Nova York sobre nevasca que afetou 40 milhões de pessoas
Presidente do México diz que situação está estabilizada após onda de violência; número de mortos ultrapassa 70