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Petróleo em alta: entenda como isso pode afetar o preço das passagens aéreas
Publicado 27/02/2026 • 20:00 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 27/02/2026 • 20:00 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: Freeík
Como valor do petróleo afeta preços nas passagens; entenda cenário atual
Em cenários de tensões no Oriente Médio, o preço do petróleo tende a subir, pressionando diretamente as tarifas das passagens aéreas e as passagens nos Estados Unidos.
As ações das principais companhias aéreas dos EUA já demonstraram quedas. O aumento do preço do combustível pressiona empresas como a American Airlines, Delta Air Lines, JetBlue, United Airlines e a Alaska Airlines, elevando os custos operacionais e ameaçando as margens de lucro, especialmente entre aquelas com maior exposição a rotas internacionais.
As ações da United, por exemplo, caíram 8,4% nesta sexta-feira (27), representando um dos piores desempenhos no S&P 500 no dia. Enquanto as ações da Delta recuaram 6,6%, a American Airlines Group despencou 6,2% e a Southwest Airlines caiu 3,3%.
Criando um ambiente de incerteza tanto para investidores quanto para passageiros, que podem enfrentar passagens mais caras nos próximos meses.
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O recente aumento nos preços do petróleo ocorre em meio a intensificação da presença militar dos Estados Unidos no Irã.
Nesta sexta-feira (27), os contratos futuros do petróleo fecharam em alta. O WTI negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) avançou 2,77%, com ganho de US$ 1,81, encerrando a US$ 67,02 (cerca de R$ 370) o barril.
Já o Brent, referência internacional negociada na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, subiu 2,86%, alta de US$ 2,03, para US$ 72,87 o barril. No acumulado da semana, o WTI registrou ganho de 0,81%, enquanto o Brent avançou 2,2%, refletindo o aumento das incertezas geopolíticas.
A tensão geopolítica gera receios de interrupções nas rotas de abastecimento, elevando o valor do querosene de aviação.
Como o combustível representa uma das maiores despesas das companhias aéreas, qualquer aumento no preço afeta diretamente os custos operacionais das empresas e, consequentemente, o valor das passagens.
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Os preços do petróleo têm subido de forma constante, chegando ao patamar mais alto dos últimos sete meses, e essa trajetória ascendente pode continuar. A volatilidade nos mercados de petróleo aumenta a preocupação das companhias aéreas em manter a lucratividade diante de custos que fogem ao controle das empresas.
O combustível representa uma das maiores despesas das companhias aéreas, e seu aumento tende a ser repassado aos passageiros por meio de tarifas mais altas.
No entanto, a estratégia nem sempre é simples. Preços elevados podem reduzir a procura por voos, especialmente em trechos domésticos ou viagens curtas, pressionando ainda mais as margens de lucro.
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Embora muitas empresas adotem estratégias de cobertura dos valores para minimizar o impacto das oscilações, o aumento do preço do combustível ainda pode gerar desequilíbrios financeiros. Empresas podem aumentar o preço das passagens para compensar os custos adicionais.
Além do aumento do combustível, a instabilidade no Oriente Médio exige ajustes operacionais. Rotas aéreas podem precisar ser desviadas para evitar zonas de risco, aumentando o tempo de voo e os custos.
Desvios de apenas 2h a 3h em aeronaves de grande porte podem gerar gastos adicionais entre US$ 6 mil e US$ 7.500, aproximadamente de R$ 30 mil a R$ 38 mil por hora de voo, considerando combustível, tripulação e menores taxas de ocupação, segundo a imprensa americana The National News.

O Irã tem realizado exercícios militares no Estreito de Ormuz, inclusive com lançamentos de foguetes e treinamentos navais em conjunto com Rússia e China. Por isso, as companhias aéreas monitoram avisos aos aviadores (NOTAM) e ajustam suas rotas para evitar regiões de alto risco.
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Já as empresas do Golfo estão preparadas para enfrentar interrupções, mas reconhecem que qualquer escalada poderia afetar voos de longa distância e gerar perdas financeiras significativas.
A alta dos preços do petróleo refletiu rapidamente nas bolsas de valores do mundo. As ações das principais companhias aéreas americanas sofreram quedas significativas, em especial aquelas com operações internacionais robustas, como Delta Air Lines e United Airlines.
Investidores temem que os custos elevados de combustível forcem as empresas a repassar essas despesas aos consumidores, resultando em passagens mais caras ou em redução das margens de lucro.

A instabilidade geopolítica pode reduzir a atratividade do setor no curto prazo. A combinação de custos crescentes e incertezas externas pressiona o desempenho financeiro das empresas, que precisam encontrar maneiras de gerenciar gastos e manter a competitividade.
Vale citar que a volatilidade do petróleo é impulsionada não apenas pela oferta e demanda, mas também pela instabilidade geopolítica. A presença militar americana e os exercícios do Irã aumentam a percepção de risco, elevando os preços do combustível.
No curto prazo, as companhias aéreas precisarão continuar ajustando preços, rotas e horários para manter operações viáveis.
Para os investidores, o setor permanece arriscado, com lucros potencialmente comprometidos e ações sensíveis a notícias internacionais.
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O aumento do preço do petróleo devido às tensões no Oriente Médio reflete-se diretamente no custo das passagens aéreas. Os passageiros devem estar preparados para tarifas mais altas, enquanto as empresas precisam equilibrar gestão de custos e competitividade.
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