Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Conflito no Oriente Médio aumenta riscos para inflação e reforça desafio energético do Brasil
Publicado 09/07/2026 • 13:25 | Atualizado há 3 meses
Meta lança Muse Wonder e cobra até R$ 500 por mês por nova IA
Musk doa mais de R$ 1,38 bilhão a republicanos e lidera financiamento eleitoral nos EUA
Delta adia para março estreia de voos à Arábia Saudita após ataques em Riad
Trump defende acordo sobre diesel russo após críticas: ‘Tomei a decisão certa’
McDonald’s aposta em frango e bebidas para crescer, mas novos dados mostram desafios na estratégia
Publicado 09/07/2026 • 13:25 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
PXHere
A nova escalada dos ataques entre Estados Unidos e Irã voltou a pressionar os mercados globais e reacendeu as preocupações com os impactos da alta do petróleo sobre a inflação. Para o economista e professor da Faculdade do Comércio de São Paulo, Rodrigo Simões, o movimento representa um desafio para países em processo de redução das taxas de juros, como o Brasil, já que uma alta do petróleo funciona como um choque de oferta, podendo dificultar o controle inflacionário.
Segundo Simões, a alta recente do petróleo, que passou de cerca de US$ 71 para US$ 77 por barril, ainda é considerada um movimento pontual, provocado pelas incertezas em torno do conflito. O economista avalia que o comportamento da commodity dependerá dos próximos acontecimentos no Oriente Médio, especialmente após o rompimento do acordo de cessar-fogo.
Ele destaca, porém, que a dependência global do petróleo continua sendo um fator de vulnerabilidade para países que ainda não avançaram na transição energética. Na avaliação do especialista, economias desenvolvidas estão criando uma espécie de “seguro estrutural” ao acelerar a eletrificação, enquanto países da América Latina permanecem mais expostos às oscilações dos preços dos combustíveis.
No caso brasileiro, Simões afirma que a economia ainda depende fortemente de derivados de petróleo, como diesel, gasolina e fertilizantes. Para ele, medidas como subsídios podem aliviar temporariamente os efeitos da alta dos preços, mas acabam gerando pressão fiscal no longo prazo.
Leia também: Tráfego no Estreito de Ormuz é praticamente bloqueado após retomada de ataques entre EUA e Irã
“O Brasil precisa avançar de forma mais consistente na transição energética para reduzir essa vulnerabilidade”, afirmou.
Apesar da nova crise no Oriente Médio, o mercado não reagiu com a mesma intensidade observada em episódios anteriores, quando o petróleo chegou a ameaçar ultrapassar os US$ 120 por barril. Segundo Simões, um dos fatores que explicam essa reação mais moderada é o avanço das estratégias de eletrificação em diferentes países.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCO economista cita projeções da Agência Internacional de Energia, segundo as quais o consumo global de petróleo deve atingir o pico por volta de 2030 e começar a recuar a partir dessa década, impulsionado pela expansão dos veículos elétricos e por investimentos em fontes alternativas de energia.
“Quanto mais o mundo eletrificar, não significa que o preço do petróleo vai cair automaticamente. Existe um custo de transição e uma necessidade de investimentos”, explicou.
Leia também: EUA e Irã trocam novos ataques antes do funeral de Khamenei
O economista também avaliou os impactos da volatilidade do petróleo sobre a economia brasileira e afirmou que empresas já estão considerando esse cenário em seus contratos e planejamentos.
Segundo ele, custos de transporte, frete, logística e importações já refletem as oscilações da commodity, contribuindo para uma inflação mais resistente e para revisões nas expectativas de juros.
Simões afirmou que o ambiente de incerteza internacional tem dificultado a queda das projeções inflacionárias e impactado as expectativas reunidas no Boletim Focus.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
DECISÃO 2026: Flávio Bolsonaro tem 55% dos votos válidos contra 45% de Lula no segundo turno, aponta pesquisa Gerp
2
DECISÃO 2026: Flávio tem 53,1% dos votos válidos contra 46,9% de Lula, aponta pesquisa DataTrends
3
Após defender Master, Gabriela Prioli sinaliza voto em Lula; mensagens revelam contrato de 12 meses da influenciadora com o banco
4
Ator que interpretava Flynn em “Breaking Bad”, RJ Mitte morre aos 34 anos
5
TSE barra jornal de petroleiros após pedido de Flávio Bolsonaro