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Conflito no Oriente Médio

Diesel sobe mais de 7% no início de março com tensão no Oriente Médio, mostra pesquisa

Publicado 12/03/2026 • 11:21 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Os preços do diesel registraram forte alta nos primeiros dias de março nos postos brasileiros, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio e pressão sobre as cotações internacionais do petróleo.
  • Os dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL).

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Os preços do diesel registraram forte alta nos primeiros dias de março nos postos brasileiros, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio e pressão sobre as cotações internacionais do petróleo, segundo dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL).

O levantamento mostra que o diesel S-10 subiu 7,72% entre a última semana de fevereiro e a primeira semana de março, passando de R$ 6,22 para R$ 6,70 por litro.

Já o diesel comum avançou 6,10%, de R$ 6,23 para R$ 6,61. No mesmo período, a gasolina teve alta mais moderada, de 1,24%, indo de R$ 6,44 para R$ 6,52 por litro.

Segundo Vinicios Fernandes, diretor de Frete da Edenred Mobilidade, o diesel costuma reagir primeiro a oscilações mais bruscas do petróleo no mercado internacional. Isso ocorre porque o combustível tem forte ligação com o transporte rodoviário de cargas e porque o Brasil ainda depende de importações para suprir parte da demanda.

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De acordo com Fernandes, entre 20% e 30% do diesel consumido no país é importado, o que torna o mercado doméstico mais sensível a movimentos externos, sobretudo em momentos de tensão geopolítica que afetam rotas estratégicas de transporte de petróleo, como o Estreito de Ormuz.

“Quando há uma alta mais forte no preço do petróleo, é comum que os primeiros sinais apareçam no diesel. Como ele é o principal combustível do transporte rodoviário de cargas, qualquer pressão de custo tende a se refletir rapidamente nesse mercado”, afirmou.

Jacques Descloitres, MODIS Land Rapid Response Team, NASA/GSFC via Wikimedia
O estreito de Ormuz visto do espaço

Nos últimos dias, o barril de petróleo chegou a se aproximar de US$ 120, diante de temores de impacto sobre a oferta global de energia. Fernandes afirma que já há sinais de maior pressão em alguns pontos da cadeia de abastecimento.

Segundo ele, postos da rede credenciada da empresa têm relatado dificuldades de reposição em determinados tanques ou bombas, o que pode indicar um cenário de oferta mais apertada caso as restrições logísticas provocadas pelo conflito se prolonguem.

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Apesar disso, o executivo afirma que ainda é cedo para falar em falta de combustível, destacando que a Petrobras não anunciou reajustes nas refinarias até o momento.

Altas regionais

Os maiores aumentos do diesel foram registrados no Nordeste. Na região, o diesel comum subiu 13,17% e o S-10 avançou 8,79% no período analisado. O Nordeste também apresentou o maior preço médio do país para o diesel comum, de R$ 7,22 por litro.

No Centro-Oeste, o diesel comum subiu 7,45% e o S-10 teve alta de 7,11%, em um movimento que ocorre em uma região estratégica para o escoamento da produção agrícola.

Nas demais regiões, os aumentos do diesel comum foram menores, embora ainda relevantes: 5,13% no Sul, 3,55% no Norte e 3,40% no Sudeste. Já o maior preço médio do diesel S-10 foi registrado no Norte, com R$ 7,00 por litro.

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Entre os estados, o diesel comum mais caro foi observado em Roraima, a R$ 7,84 por litro, enquanto o menor preço médio apareceu em Pernambuco, com R$ 6,23. O maior aumento ocorreu no Piauí, onde o combustível subiu 17,45%, chegando a R$ 7,74.

No caso do diesel S-10, o maior preço médio foi registrado no Acre, também a R$ 7,84 por litro, e o menor no Rio Grande do Sul, a R$ 6,26. A maior alta foi observada na Bahia, de 11,46%.

Já a gasolina teve o maior preço médio em Rondônia, a R$ 7,90 por litro, estado que também registrou a maior alta no período, de 13,18%. O menor preço médio foi identificado na Paraíba, com R$ 6,26.

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