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EUA excluem Síria da lista de patrocinadores do terrorismo após 47 anos
Publicado 24/08/2026 • 17:53 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 24/08/2026 • 17:53 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Membros da comunidade síria agitam bandeiras sírias e acendem sinalizadores em 8 de dezembro de 2024 em Berlim, Alemanha, e celebram o fim do governo do ditador sírio Bashar al-Assad RALF HIRSCHBERGER/AFP
Os Estados Unidos decidiram nesta segunda-feira (24) remover a Síria da lista de países considerados apoiadores do terrorismo. A classificação, que estava em vigor desde 1979, é uma das mais antigas adotadas pelo governo americano e vinha dificultando investimentos e a recuperação econômica do país.
O processo para retirar a Síria da lista começou em julho, quando o governo dos Estados Unidos comunicou ao Congresso a intenção de rever a classificação. Os parlamentares tiveram 45 dias para analisar a decisão antes que a mudança fosse efetivada.
A medida ganhou força após um encontro entre o presidente americano Donald Trump e o líder sírio Ahmed Al-Sharaa, realizado em julho durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), na Turquia. Al-Sharaa participou do evento como convidado.
Após a reunião, Trump indicou que pretendia retirar a Síria da lista e elogiou a atuação do presidente sírio. Na ocasião, o americano afirmou:
“Ele fez um ótimo trabalho, talvez tivesse mencionado isso. É uma boa pergunta. Sim, há algum problema nisso? Acho que devemos (retirar a Síria da lista). Sim, eu vou (retirar). Ele fez um trabalho realmente fantástico como presidente. Ele unificou o país em um período muito curto. Estamos orgulhosos do trabalho que ele está fazendo.”
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Siga o Times | CNBCAlém da retirada da Síria da relação de países patrocinadores do terrorismo, o Departamento de Estado americano revogou a classificação da Frente al-Nusra como organização terrorista global especialmente designada. O Departamento do Tesouro também adotou medidas para aliviar as sanções impostas ao país.
Segundo o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, a decisão deve contribuir para a retomada dos investimentos e para a recuperação da economia síria. “A medida de hoje ajudará a fomentar investimentos adicionais na Síria para promover a estabilidade política e econômica”, afirmou em comunicado.
A Síria permaneceu na lista americana por 47 anos, mais tempo do que qualquer outro país. Durante esse período, o território foi governado por Hafez Al-Assad e, posteriormente, por seu filho Bashar Al-Assad. A família permaneceu no poder até 2024, quando o regime foi derrubado após 13 anos de guerra civil.
Atualmente, o país é comandado por Ahmed Al-Sharaa, que assumiu a presidência em dezembro de 2024. Antes de chegar ao poder, Al-Sharaa teve vínculos com grupos fundamentalistas islâmicos ligados à Al-Qaeda. Desde a queda do antigo regime, porém, passou a adotar uma postura mais moderada, defendendo uma Síria inclusiva e buscando aproximação com governos ocidentais e com a Turquia
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