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Europa tenta assumir protagonismo na crise e mira paz no Oriente Médio e rota de Ormuz
Publicado 24/04/2026 • 17:04 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 24/04/2026 • 17:04 | Atualizado há 5 meses
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A União Europeia busca ampliar sua influência na crise do Oriente Médio e pretende atuar diretamente nas negociações para estabilizar a região. A sinalização foi dada nesta sexta-feira (24) pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, após reunião informal de líderes do bloco no Chipre.
Segundo Costa, o bloco não está envolvido militarmente no conflito, mas quer participar das saídas diplomáticas. “A União Europeia não faz parte do conflito, mas fará parte da solução”, afirmou.
A declaração ocorre no mesmo dia em que o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, voltou a criticar aliados europeus, ao dizer que Washington não conta com ajuda da Europa e que o bloco depende mais do Estreito de Ormuz do que os próprios norte-americanos.
Costa classificou como positivos os recentes cessar-fogos entre Estados Unidos e Irã e entre Israel e Líbano, mas ressaltou que a estabilidade depende do compromisso real dos envolvidos. “Todas as partes devem agir de boa-fé para alcançar a paz”, declarou.
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Entre as prioridades imediatas da UE, ele citou a retomada da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, a consolidação de uma trégua duradoura e a prevenção de avanço nuclear iraniano. “Não pode haver um Oriente Médio estável com um Irã nuclear”, disse.
O dirigente europeu informou que a UE intensificou contatos diplomáticos com líderes da Jordânia, Líbano, Síria, Egito e países do Conselho de Cooperação do Golfo.
Também afirmou que, sob liderança da França e em coordenação com o Reino Unido, uma coalizão com mais de 50 países prepara uma missão defensiva multilateral para restaurar a navegação em Ormuz quando houver segurança operacional.
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Siga o Times | CNBCCosta alertou que o conflito já produz reflexos econômicos relevantes sobre o continente europeu.
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Segundo ele, a alta dos preços dos combustíveis fósseis vem reduzindo o crescimento econômico e pressionando diretamente famílias e empresas.
O presidente do Conselho Europeu disse ainda que a Comissão Europeia apresentou medidas para enfrentar a crise e que novas respostas coordenadas poderão ser adotadas.
No horizonte de longo prazo, Costa defendeu acelerar investimentos em fontes limpas produzidas internamente para reduzir dependência externa e ampliar a segurança energética do bloco.
Ele também afirmou que os líderes europeus discutiram o próximo orçamento plurianual da UE e mantiveram a meta de concluir um acordo até o fim do ano.
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