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Brent ainda não reflete risco geopolítico no Estreito de Ormuz, diz economista Robin Brooks
Publicado 12/07/2026 • 17:30 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 12/07/2026 • 17:30 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
O pesquisador sênior da Brookings Institution e ex-economista-chefe do Instituto de Finanças Internacionais (IIF), Robin Brooks, defendeu neste domingo (12) que os Estados Unidos retomem o bloqueio às exportações de petróleo do Irã, argumentando que a flexibilização das restrições permitiu ao país ampliar sua capacidade financeira em meio à nova escalada de tensões no Estreito de Ormuz.
Em relatório, Brooks afirmou que o cenário atual se assemelha ao período anterior à adoção das sanções, quando o Irã restringia a navegação de petroleiros ocidentais enquanto mantinha suas próprias exportações de petróleo. Para o economista, essa situação cria incentivos para que Teerã não avance nas negociações de um acordo definitivo.
Leia também: Omã faz protesto formal ao Irã após ataque e cobra respeito à soberania
Segundo Brooks, desde a suspensão do bloqueio o Irã exportou entre 70 milhões e 80 milhões de barris de petróleo, gerando recursos para financiar suas operações e ampliar sua capacidade de pressionar o tráfego marítimo na região.
O economista defende que as sanções sejam retomadas rapidamente e sugere medidas adicionais para restringir o setor petrolífero iraniano, incluindo limitações ao uso de petroleiros como armazenamento flutuante e maior pressão sobre a infraestrutura de exportação do país.
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Siga o Times | CNBCNa avaliação de Brooks, o mercado ainda subestima os riscos geopolíticos no Oriente Médio. Segundo ele, o petróleo Brent, negociado entre US$ 75 e US$ 76 por barril, permanece abaixo da faixa entre US$ 80 (R$ 388) e US$ 90 (R$ 436) que seria compatível com o atual nível de tensão na região.
Leia também: EUA dizem que navegação em Ormuz segue normal e contestam anúncio do Irã
O ex-economista-chefe do IIF também reiterou sua avaliação de que o mercado exagera nas expectativas de novas altas de juros pelo Federal Reserve (Fed) neste ano. Brooks afirmou esperar uma desaceleração da inflação ao consumidor nos Estados Unidos e disse que, sem novos aumentos nas taxas de juros, o dólar tende a perder força nos próximos meses.
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