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Aliado de Trump, senador Lindsey Graham morre aos 71 anos
Publicado 12/07/2026 • 09:30 | Atualizado há 37 minutos
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Publicado 12/07/2026 • 09:30 | Atualizado há 37 minutos
KEY POINTS
O senador Lindsey Graham, republicano da Carolina do Sul, morreu, informou seu gabinete neste domingo (12).
“Na noite de sábado (11), o senador dos Estados Unidos Lindsey Graham faleceu em decorrência de uma doença breve e repentina”, informou o gabinete do parlamentar em comunicado publicado na rede social X.
Graham, um dos principais nomes do Partido Republicano e aliado do presidente Donald Trump, tinha 71 anos.
“O gabinete do senador informa que a família de Lindsey Graham agradece as orações neste momento e pede privacidade durante este período extremamente difícil”, acrescentou a nota.
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Uma porta-voz do senador afirmou que ele havia acabado de retornar de uma viagem à Ucrânia. Procurada pela MS NOW, ela disse não ter informações adicionais sobre as circunstâncias da morte e afirmou que novos detalhes deverão ser divulgados nos próximos dias.
Na sexta-feira (10), Graham conversou com jornalistas em Kiev após reunião com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy, quando discutiu as sanções dos Estados Unidos contra a Rússia e os sistemas de defesa aérea da Ucrânia, segundo a Reuters.
Graham exerceu o cargo de senador por 23 anos, após ser eleito pela primeira vez em 2002. Antes disso, integrou a Câmara dos Representantes dos EUA, para a qual foi eleito em 1994, como parte de uma influente geração de republicanos.
Ao longo da carreira, ocupou posições em comissões de grande relevância no Senado. Mais recentemente, presidia a Comissão de Orçamento e integrava as comissões de Apropriações, Judiciário e Meio Ambiente e Obras Públicas.
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Ele disputava a reeleição para um quinto mandato de seis anos em um estado considerado favorável aos republicanos. Pela legislação da Carolina do Sul, o governador Henry McMaster terá até 3 de janeiro de 2027 para nomear um substituto para a vaga.
Graham participaria do programa “Meet the Press”, da NBC, na manhã deste domingo. A apresentadora Kristen Welker informou que esta seria a 64ª participação do senador na atração e disse que Donald Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, participariam do programa para comentar a vida e o legado do parlamentar.
Apesar de ter se tornado um dos principais aliados de Donald Trump no Congresso, Graham inicialmente resistiu à ascensão política do republicano.
Durante as prévias presidenciais de 2016, quando ambos disputavam a indicação republicana, Graham afirmou que Trump era “inapto para o cargo“. Em resposta, Trump o chamou de “maluco“.
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“Se indicarmos Trump, seremos destruídos… e mereceremos isso”, escreveu Graham nas redes sociais em 3 de maio de 2016.
A relação, no entanto, foi reconstruída durante o primeiro mandato de Trump. Os dois passaram a jogar golfe juntos com frequência e, nos anos seguintes, Graham tornou-se um aliado fiel do presidente, rompendo com ele apenas em raras ocasiões.
“Eu disse de tudo”, afirmou Graham em entrevista à CBS News, em janeiro de 2018, ao recordar sua relação com Trump. “Disse que ele era xenófobo, provocador racial e fanático religioso. Fiquei sem adjetivos. Mas o povo americano falou e rejeitou a minha análise.”
Após a invasão do Capitólio, em 6 de janeiro de 2021, Graham voltou a criticar Trump e afirmou no plenário do Senado que Joe Biden havia sido eleito legitimamente. Ainda assim, no mês seguinte, não acompanhou sete colegas republicanos que votaram pela condenação de Trump por incitação à insurreição.
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Siga o Times | CNBCEm publicação na Truth Social, Donald Trump afirmou que Graham foi “uma das maiores pessoas e senadores que já conheci“.
“Ele estava sempre trabalhando e era um verdadeiro patriota americano. Lindsey fará muita falta!!!”, escreveu o presidente.
A morte inesperada do senador provocou manifestações de pesar de líderes políticos.
Volodymyr Zelenskyy afirmou estar “profundamente entristecido” com a notícia.
“Ele visitou a Ucrânia dez vezes durante os anos da invasão em larga escala promovida pela Rússia e esteve ao lado do nosso povo quando mais precisávamos”, escreveu o presidente ucraniano.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que ele e sua esposa, Sara Netanyahu, lamentam a perda de “nosso querido amigo, o senador Lindsey Graham“.
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“Lindsey entendia que a segurança de Israel e dos Estados Unidos é inseparável. Dedicou sua vida à defesa dos Estados Unidos, ao fortalecimento de nossa aliança e à defesa do mundo livre”, declarou.
O líder da maioria no Senado, John Thune, afirmou que recebeu a notícia “com o coração pesado”.
“Ele foi um firme defensor dos Estados Unidos e um forte aliado dos países que valorizam a liberdade em todo o mundo. Dedicou sua vida a essa causa.”
O governador da Carolina do Sul, Henry McMaster, classificou Graham como “o mais aguerrido defensor da Carolina do Sul e dos Estados Unidos, além de um amigo leal e constante”.
O senador Tim Scott, também republicano pela Carolina do Sul, disse ter “perdido um amigo”.
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“Lindsey permaneceu comprometido com o serviço público e com aquilo que amava. Sempre levava leveza e bom humor até aos momentos mais difíceis”, afirmou.
Antes de ingressar no Congresso, Graham serviu na Força Aérea dos Estados Unidos, onde atuou por seis anos e meio na ativa como advogado militar.
Durante a Primeira Guerra do Golfo, no início da década de 1990, foi convocado novamente para o serviço ativo e trabalhou como Staff Judge Advocate, preparando militares para missões na região do Golfo.
Graham se aposentou da Reserva da Força Aérea em junho de 2015, após 33 anos de serviço militar, com a patente de coronel.
Natural da Carolina do Sul, cresceu em uma família de trabalhadores na pequena cidade de Central, onde seus pais administravam um restaurante e um salão de sinuca. Foi o primeiro integrante da família a cursar uma universidade, formando-se em graduação e em Direito pela Universidade da Carolina do Sul.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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