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Às vésperas da temporada de balanços, uma anomalia chama a atenção do mercado
Publicado 12/07/2026 • 06:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 12/07/2026 • 06:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A temporada de balanços começa na próxima semana e, como de costume, os grandes bancos abrem a agenda. Eis o que o comportamento do mercado está sinalizando antes desse início: nas últimas quatro semanas, a rotação relativa das ações do setor financeiro em relação ao mercado mais amplo tem melhorado.
O setor de tecnologia da informação – líder do mercado há tanto tempo que poucos se lembram de outro cenário – perdeu força há quatro semanas e vem enfraquecendo nas últimas três. A força relativa não surge da noite para o dia; ela costuma se desenvolver ao longo do tempo e, às vezes, produz sinais falsos. Ainda assim, aproveitar esse movimento exige antecipação e possíveis catalisadores, e alguns deles estão prestes a surgir.
O índice Financial Select Sector é negociado a aproximadamente 15,5 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses – cerca de 1,25 ponto abaixo do múltiplo registrado em 2024. Esse é o menor nível já visto para o setor financeiro? Não. Mas trata-se de um segmento que triplicou o lucro ajustado por ação na última década. Se as projeções forem revisadas para cima após esta temporada de resultados – e a melhora do crédito, da atividade nos mercados de capitais e das margens financeiras sugere que isso pode acontecer – esse múltiplo se torna cada vez mais atrativo.
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A principal aposta do mercado nos últimos dois anos foi a inteligência artificial, e esse tema exige uma seleção criteriosa de ações. É preciso identificar vencedores e perdedores. De forma geral, recentemente o hardware tem sido o vencedor, enquanto software e serviços ficaram para trás. O setor financeiro, por outro lado, é mais simples: quando a economia vai bem, os bancos normalmente também apresentam bom desempenho.
A narrativa da inteligência artificial exige acertar quais empresas capturarão os investimentos, qual será o tamanho desse mercado, quanto tempo ele durará e se poderá ser monetizado com sucesso. As instituições financeiras não exigem esse tipo de previsão. Elas representam uma aposta alavancada no crescimento nominal da economia. Não é necessário identificar o cavalo vencedor – ou encontrar uma agulha no palheiro – basta possuir o próprio palheiro.
O que torna esse momento interessante é que a correlação implícita está historicamente baixa. Já mencionei anteriormente a volatilidade implícita, que representa a forma como os operadores de opções precificam esses contratos. A correlação implícita mostra como esses investidores avaliam o preço das opções sobre cestas de ações em relação às opções das ações individuais que compõem essas carteiras. Quando a correlação implícita está elevada, significa que as opções sobre essas cestas estão caras em relação às opções dos ativos individuais. Quando está baixa, ocorre exatamente o contrário. Em termos simples, opções sobre índices como NDX, SPX e índices setoriais oferecem melhor relação custo-benefício do que opções sobre ações isoladas.
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Como os prêmios das opções sobre cestas de ativos estão baratos, este pode ser um momento favorável para comprar diretamente opções de ETFs, em vez de montar estruturas mais complexas ou negociar papéis individuais. Com o ETF XLF negociado próximo de US$ 55,50 (R$ 284,16), as opções de compra (calls) com preço de exercício de US$ 56 (R$ 286,72) e vencimento em agosto podem ser adquiridas por cerca de US$ 1 (R$ 5,12) – menos de 2% do valor do ETF – oferecendo aproximadamente seis semanas de exposição durante o período mais intenso da temporada de balanços.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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