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Guerra pressiona inflação e deve frear queda dos juros no Brasil, diz economista
Publicado 28/04/2026 • 16:00 | Atualizado há 57 minutos
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Publicado 28/04/2026 • 16:00 | Atualizado há 57 minutos
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O avanço da inflação provocado pela guerra e pelo choque de energia deve limitar cortes mais rápidos de juros no Brasil nos próximos meses. A avaliação é de André Perfeito, economista-chefe e sócio da Garantia Capital, ao comentar os efeitos do cenário internacional sobre os preços e a política monetária brasileira.
Segundo ele, o resultado do IPCA-15 de 0,89%, embora abaixo da expectativa de 0,98%, não representa alívio estrutural. “Apesar de ter vindo abaixo do esperado, não há motivo para comemoração”, afirmou nesta terça-feira (28), em entrevista ao Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Perfeito destacou que os dados mostram pressões concentradas em itens essenciais, especialmente combustíveis. “Quando analisamos a composição, vemos altas muito relevantes em transportes: a gasolina subiu 6% e o óleo diesel disparou 16%. Esse choque é reflexo direto dos conflitos internacionais”, explicou.
Leia também: Combustíveis em alta impulsionam prévia da inflação e elevam incertezas sobre economia e mercados
Além da energia, o economista apontou persistência inflacionária no setor de alimentos, pressionado pelos custos logísticos e pela dependência externa de insumos agrícolas. “A alimentação continua em alta, influenciada tanto pelos custos de transporte quanto pelo preço dos fertilizantes, que dependem do gás”, ressaltou.
Outro ponto sensível, segundo ele, está no setor de serviços, tradicionalmente mais ligado ao mercado de trabalho doméstico. “Com o desemprego baixo, os salários sobem e, como serviços é intensivo em mão de obra, os preços acabam subindo também”, pontuou.
Esse cenário tende a dificultar o trabalho do Banco Central, que precisa equilibrar atividade econômica e controle inflacionário.
Leia também: Inflação deve seguir pressionada com commodities e conflitos geopolíticos
Na visão de Perfeito, as expectativas para 2026, próximas de 5% ao ano, ainda acima do teto da meta, exigem postura conservadora da autoridade monetária. “Isso força o Banco Central a agir com cautela. É muito provável que o Copom continue cortando os juros a conta-gotas, em reduções de 0,25 ponto percentual”, frisou.
Para ele, o mercado já reduziu a expectativa de um ciclo agressivo de flexibilização monetária. “O juro no Brasil já está em patamar muito elevado, mas o ciclo de cortes não deve ser tão generoso quanto se esperava inicialmente”, destacou.
A projeção do economista é de taxa básica encerrando o ano entre 12,75% e 13%.
Perfeito observou que o ambiente externo segue pressionado por volatilidade no petróleo e por um câmbio ainda sensível, com o dólar perto de R$ 5,00. “Temos um cenário de câmbio estressado e volatilidade no petróleo. O Banco Central deve manter o barco devagar devido às incertezas da guerra”, avaliou.
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Apesar disso, ele lembrou que o Brasil conta com fatores de proteção relevantes, como desempenho comercial positivo e melhora das contas externas.
Segundo o economista, o país possui uma vantagem estratégica pouco explorada: desde 2017, o Brasil registra superávit na balança de petróleo e derivados. “Embora o preço da gasolina e do diesel que importamos suba, o preço do óleo bruto que exportamos também sobe, gerando receita extraordinária”, explicou.
Na prática, isso abre espaço para ações compensatórias do governo em momentos de crise energética global. “O governo tem usado essa receita extra do petróleo para atenuar os efeitos da guerra, algo que poucos países no mundo têm condições de fazer”, concluiu.
Para Perfeito, o cenário segue desafiador: a guerra eleva custos, sustenta a inflação e reduz espaço para cortes mais rápidos de juros, mesmo com indicadores pontualmente melhores no curto prazo.
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