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Crise no Estreito de Ormuz faz ONU cobrar livre navegação e eleva alerta para a economia global
Publicado 27/04/2026 • 17:32 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 27/04/2026 • 17:32 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
A deterioração da situação no Estreito de Ormuz levou a Organização das Nações Unidas a defender ação urgente para restabelecer a circulação marítima e conter impactos econômicos globais. Em reunião do Conselho de Segurança, o secretário-geral António Guterres afirmou que a rota precisa ser liberada imediatamente.
Segundo ele, a passagem de embarcações deve ocorrer de forma plena, sem barreiras financeiras ou tratamento desigual entre países e empresas.
“É necessária a livre circulação de navios sem pedágios nem discriminação”, declarou Guterres.
Para a ONU, a normalização da via marítima é decisiva para restaurar fluxos comerciais e reduzir riscos econômicos mais amplos.
Leia também: França acusa EUA e Israel por origem da crise e cobra fim do bloqueio em Ormuz
Guterres afirmou que a reabertura ajudará para que “a economia global respire” e também evitará “desastres ambientais de grande escala”.
O secretário-geral ainda defendeu moderação, retomada do diálogo diplomático e respeito estrito ao direito internacional.
Diante do agravamento da crise, a Organização Marítima Internacional (OMI) anunciou um protocolo emergencial para retirada segura de navios e tripulações de zonas de guerra.
Leia também: Irã teria proposto acordo sobre o Estreito de Ormuz aos EUA; entenda o cenário atual e o que vem a seguir
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Siga o Times | CNBCSegundo o chefe da agência, Arsénio Dominguez, o plano utiliza corredores protegidos baseados em sistemas já existentes de separação de tráfego marítimo.
A implementação poderá ocorrer de forma imediata, desde que haja condições mínimas de segurança. O desenho da operação contou com participação de países da região, entre eles o Irã.
O pesquisador Nick Childs, do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), destacou que 80% do comércio global em volume depende do transporte marítimo.
Leia também: Irã: Guarda Revolucionária diz que país está gerando ‘receita sem precedente’ em Ormuz
Na avaliação dele, bloqueios em passagens estratégicas como Ormuz podem gerar “ondas de choque econômicas” com efeitos sobre bilhões de pessoas.
A OMI informou que cerca de 20 mil pessoas seguem presas em aproximadamente 2 mil embarcações no Golfo Pérsico em meio à escalada geopolítica.
Segundo a agência, a paralisação ameaça o fluxo financeiro internacional e também a segurança alimentar de diversos países.
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