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Tensão no Estreito de Ormuz pressiona fretes e pode impactar inflação no Brasil
Publicado 21/04/2026 • 21:30 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 21/04/2026 • 21:30 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
O bloqueio recorrente do Estreito de Ormuz tem provocado uma quebra severa na previsibilidade do comércio global, elevando drasticamente os custos logísticos e pressionando a inflação interna, disse Sidnei Rosa, especialista em exportação, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele alertou que o impacto é sentido de forma imediata na importação de insumos essenciais para a economia brasileira. “Nós importamos o fertilizante, que é um insumo primordial para a nossa agricultura, e isso influencia muitíssimo na nossa inflação. O frete está aumentando significativamente, cerca de 80% devido ao problema no estreito, e nossas exportações de commodities precisam dar uma volta enorme para chegar ao destino”, explicou.
Sobre a política de preços de combustíveis, o especialista da Sidnei afirmou que a Petrobras dificilmente conseguirá manter os valores atuais sem repasses ao consumidor. “A gasolina já está com o preço bastante elevado. O governo está segurando alguma coisa, mas não consegue sustentar. Os caminhoneiros já estão reclamando do diesel e falando em greve, e o mercado será bastante afetado com a gasolina nos próximos dias”, previu.
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Siga o Times | CNBCA dependência externa de fertilizantes, que chega a 85%, coloca o agronegócio em uma posição vulnerável diante do caos geopolítico. “Não dá para aguardar o fim do conflito; já estamos trabalhando e conversando com a Índia para buscar alternativas, mas a procura maior que a oferta encarece os preços. Importamos 40% da ureia e 30% da amônia, o que mostra como o problema no estreito afeta todo o nosso mercado interno”, detalhou.
Diante do cenário de crise, o entrevistado defendeu que o país precisa buscar autonomia na produção de insumos básicos para garantir sua segurança alimentar e energética. “O Brasil deveria ser autossuficiente no fertilizante e também no combustível. Temos essa possibilidade, mas faltam investimentos e uma ação mais rápida do governo para apoiar o desenvolvimento de empresas particulares nesse segmento e evitar que fiquemos condenados a importar”.
Por fim, Sidnei estimou que, mesmo em um cenário de cessação imediata das hostilidades, a normalização logística não seria instantânea. “O lead time para trazer esses produtos é de aproximadamente 20 dias, então teríamos no mínimo 30 dias para renegociar e embarcar tudo após o término do conflito. No entanto, não enxergo que essa resolução vá ocorrer com rapidez, o que manterá a pressão sobre a cadeia produtiva e a inflação”.
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