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Conflito no Oriente Médio

JD Vance, vice-presidente dos EUA, defende acordo com o Irã

Publicado 18/06/2026 • 13:16 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O vice-presidente JD Vance defendeu, em entrevista coletiva na Casa Branca, o acordo de paz provisório firmado pelo presidente Donald Trump com o Irã.
  • Vance afirmou que os Estados Unidos não estão repassando recursos à República Islâmica e que qualquer benefício econômico para o Irã dependerá do cumprimento integral dos termos do acordo.
  • As declarações ocorreram enquanto a Casa Branca enfrentava críticas de integrantes do Partido Republicano, que questionam se Trump fez concessões excessivas ao Irã em um memorando de entendimento de 14 pontos, que prevê alívio de sanções, acesso a recursos congelados e um plano de reconstrução estimado em US$ 300 bilhões.

Kin Cheung/Pool via REUTERS

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, discursa durante uma reunião com o secretário de Relações Exteriores britânico, David Lammy, na Chevening House, em Sevenoaks, Kent, Grã-Bretanha, em 8 de agosto de 2025.

O vice-presidente JD Vance defendeu nesta quinta-feira (18) o acordo de paz provisório firmado pelo presidente Donald Trump, dizendo que os Estados Unidos não estão repassando recursos ao Irã e que qualquer benefício econômico para a República Islâmica dependerá do cumprimento integral do acordo.

“Os Estados Unidos não estão dando um centavo ao Irã”, disse Vance.

As declarações ocorrem em meio à reação negativa de integrantes do Partido Republicano sobre a possibilidade de Trump ter feito concessões excessivas ao Irã em um memorando de entendimento de 14 pontos, que inclui alívio de sanções, acesso a recursos congelados e uma proposta de plano de reconstrução de US$ 300 bilhões.

Leia também: EXCLUSIVO CNBC: JD Vance diz que EUA “têm todas as cartas” em acordo com Irã

“A única maneira de os iranianos terem acesso a qualquer um desses recursos (…) é cumprindo integralmente os termos do acordo”, afirmou Vance.

O vice-presidente também disse que o “programa nuclear do Irã foi completamente destruído”, classificando o acordo como a etapa seguinte da campanha de pressão conduzida por Trump, e não como uma concessão a Teerã.

“Agora veremos se eles estão dispostos a cumprir a próxima etapa do plano de paz do presidente”, afirmou Vance.

O acordo, assinado por Trump e pelo presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, encerra, por enquanto, as operações militares e reabre o Estreito de Ormuz por pelo menos 60 dias, criando uma janela de negociação para um acordo definitivo. Segundo Vance, o período de 60 dias, que poderá ser prorrogado, começou nesta quinta-feira.

Vance argumentou que o acordo pode transformar a região caso o Irã cumpra sua parte. “Se eles realmente mudarem seu comportamento, terão uma relação transformadora com o Oriente Médio”, disse.

O vice-presidente também sugeriu que forças mais pragmáticas estão ganhando espaço dentro do Irã. “Os pragmáticos no Irã estão vencendo esse debate”, afirmou Vance. “Os Estados Unidos querem que eles vençam esse debate.”

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