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Conflito no Oriente Médio

Após negociação, líder iraniano diz que EUA não conquistaram confiança do Irã em Islamabad

Publicado 12/04/2026 • 10:02 | Atualizado há 40 minutos

KEY POINTS

  • Negociação entre EUA e Irã fracassa em Islamabad e líder iraniano Qalibaf publica versão de Teerã sobre o impasse.
  • Qalibaf aponta falta de confiança nos EUA, construída em duas guerras, como razão estrutural para o fracasso das conversas.
  • Presidente do Parlamento iraniano evoca 90 milhões de iranianos e Líder Supremo ao explicar posição de Teerã após 21 horas de negociação.
Irã

Foto por - / ICANA NEWS AGENCY / AFP

Nesta imagem divulgada pela Agência de Notícias da Assembleia Consultiva Islâmica (ICANA), o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, vestido com um uniforme da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), preside uma sessão em Teerã em 1º de fevereiro de 2026.

Enquanto JD Vance embarcava no Air Force Two em Islamabad, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, publicava uma sequência de cinco postagens no X detalhando a versão de Teerã sobre o fracasso das negociações com os Estados Unidos.

O relato contrasta com o apresentado pelo vice-presidente americano e revela a profundidade do impasse entre as duas delegações após 21 horas de conversas mediadas pelo Paquistão neste sábado (11).

Para Qalibaf, o problema não foi falta de vontade iraniana. Foi falta de confiança americana.

Leia também: Bloqueio naval ou bombardeio: as ameaças de Trump ao Irã após fracasso em Islamabad

A tese iraniana do impasse

“Antes das negociações, enfatizei que temos a boa fé e a vontade necessárias, mas, devido às experiências das duas guerras anteriores, não temos confiança no lado oposto”, escreveu o parlamentar na primeira postagem.

Qalibaf afirmou que a delegação iraniana apresentou iniciativas prospectivas durante as conversas, mas que os americanos não conseguiram conquistar a confiança iraniana nesta rodada. A afirmação inverte a narrativa de Vance, que atribuiu o fracasso à recusa de Teerã em abrir mão do desenvolvimento de armas nucleares.

O recado a Washington

Na segunda postagem, Qalibaf dirigiu um recado direto aos EUA. “A América compreendeu nossa lógica e nossos princípios, e agora é hora de ela decidir se consegue ou não conquistar nossa confiança”, escreveu.

A frase sinaliza que Teerã não se vê como o lado que precisa ceder, mas como aquele que aguarda uma demonstração americana de boa fé antes de qualquer avanço.

Diplomacia e resistência

Na terceira postagem, Qalibaf posicionou as negociações dentro de uma estrutura mais ampla de resistência iraniana. “Consideramos cada avanço como mais um método de diplomacia de autoridade, ao lado da luta militar, para defender os direitos da nação iraniana”, escreveu, acrescentando que o Irã não cessará os esforços para preservar as conquistas dos quarenta dias de defesa nacional.

A referência aos quarenta dias marca o período desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, e serve como lembrete interno de que Teerã enquadra a guerra como uma vitória em curso, e não como uma derrota a ser negociada.

Agradecimento ao Paquistão

Qalibaf reservou a quarta postagem para agradecer ao Paquistão pela mediação. “Sou grato pelos esforços de nosso país amigo e irmão, o Paquistão, por facilitar o processo dessas negociações, e envio meus cumprimentos ao povo paquistanês”, escreveu.

O gesto reforça o papel de Islamabad como canal diplomático que deve permanecer ativo nas próximas rodadas. O ministro das Relações Exteriores paquistanês, Ishaq Dar, já sinalizou que o país tentará facilitar um novo diálogo nos próximos dias.

Apelo ao povo iraniano

Na última postagem, Qalibaf dirigiu-se diretamente à população do Irã, evocando o Líder Supremo e os 90 milhões de iranianos que, segundo ele, apoiaram a delegação. “O Irã é um corpo com 90 milhões de almas, de todo o heroico povo iraniano que, seguindo o conselho do Líder Supremo e indo às ruas, apoiou seus filhos e nos enviou em nosso caminho com suas bênçãos”, escreveu.

Ao encerrar com “longa vida e que nosso querido Irã seja eterno”, Qalibaf sinalizou que, independentemente do desfecho diplomático, a narrativa oficial iraniana seguirá sendo a de resistência e unidade nacional.

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