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Bloqueio naval ou bombardeio: as ameaças de Trump ao Irã após fracasso em Islamabad
Publicado 12/04/2026 • 08:32 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 12/04/2026 • 08:32 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
Divulgação/@TheWhiteHouse
Trump afirmou que o Irã quer fechar um acordo "com urgência", mas que ele optará ou não por participar de novas negociações de paz.
Se o Irã rejeitar a proposta final apresentada pelos Estados Unidos em Islamabad, o presidente Donald Trump tem duas cartas na mão: bombardear Teerã ou sufocar sua economia com um bloqueio naval. A segunda opção ganhou força entre analistas militares americanos após o vice-presidente JD Vance deixar o Paquistão sem acordo na madrugada deste domingo (12), encerrando 21 horas de negociação sem avanço sobre o programa nuclear iraniano.
O presidente americano, endossou as ameaças ao publicar em sua rede social, logo após o anúncio do fim das negociações de paz, enquanto JD Vance preparava seu retorno de Islamabad para os Estados Unidos.

A estratégia não é nova para Trump. Antes de executar a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, o presidente americano utilizou um bloqueio naval para estrangular as receitas de petróleo da Venezuela e dobrar a resistência do regime.
Leia também: Vance deixa Islamabad sem acordo e impasse nuclear ameaça cessar-fogo com Irã
O porta-aviões USS Gerald Ford, que liderou o bloqueio à Venezuela, está agora no Golfo Pérsico após um período de reparos e descanso da tripulação, seguido de um incêndio a bordo. A embarcação se junta ao USS Abraham Lincoln e a outros ativos navais americanos já posicionados na região.
Para especialistas, a superioridade naval americana tornaria um bloqueio ao Estreito de Hormuz tecnicamente viável em curto prazo.
“Seria muito fácil para a Marinha dos EUA exercer controle total sobre o que entra e sai do Estreito”, disse Rebecca Grant, especialista em segurança nacional do Lexington Institute. “Se o Irã ficar intransigente, a Marinha americana pode se posicionar com vigilância aérea e monitorar tudo que transita pelo Estreito. Qualquer um que queira passar pela Ilha de Kharg ou pelo trecho estreito próximo a Omã terá que pedir autorização à Marinha dos EUA.”
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Siga o Times | CNBCAlém de asfixiar a economia iraniana, um bloqueio americano funcionaria como alavanca diplomática sobre China e Índia, as duas maiores compradoras do petróleo de Teerã. Cortar essa linha de abastecimento aumentaria a pressão sobre Pequim e Nova Délhi para que influenciem o Irã a aceitar as condições americanas.
O general reformado Jack Keane, um dos principais estrategistas militares dos EUA, foi o primeiro a sugerir publicamente a opção do bloqueio, em artigo publicado no New York Post na semana passada.
“Se a guerra recomeçar e após degradarmos suficientemente os ativos militares restantes do Irã, as forças americanas poderiam ocupar Kharg ou destruí-la”, escreveu Keane. “Alternativamente, a Marinha dos EUA poderia estabelecer um bloqueio, fechando a linha de exportação de Teerã.”
Keane foi além. “Se preservarmos a infraestrutura de Kharg, mas assumirmos o controle físico, teremos uma pressão total sobre o petróleo e a economia do Irã. Essa seria a alavanca máxima para confiscar seu estoque de urânio enriquecido e eliminar suas instalações de enriquecimento.”
Vance deixou sobre a mesa o que chamou de “oferta final e melhor” dos EUA antes de embarcar no Air Force Two. O governo iraniano sinalizou que haverá uma nova rodada de conversas após uma pausa, mas sem prazo definido.
O cessar-fogo de duas semanas anunciado na terça-feira (7) segue tecnicamente em vigor, mas sob tensão. O bloqueio iraniano ao Estreito de Hormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo, permanece praticamente intacto desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.
Trump já havia demonstrado irritação com a situação em publicações na plataforma Truth Social, acusando o Irã de cobrar taxas de petroleiros que tentam cruzar o estreito e de descumprir os termos do cessar-fogo.
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