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CNBCEUA manterão “conversas técnicas” com o Irã após Trump dizer que cessar-fogo estava “encerrado”

Conflito no Oriente Médio

Oposição israelense acusa Netanyahu de perder influência sobre EUA em negociações com Irã

Publicado 25/05/2026 • 13:31 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • Yair Lapid afirmou que os termos discutidos entre Washington e Teerã representam um acordo “ruim para Israel” e criticou a condução diplomática do governo Netanyahu.
  • Segundo o líder oposicionista, Israel vive “o ponto mais baixo” de sua influência sobre decisões da Casa Branca relacionadas ao conflito no Oriente Médio.
  • Proposta em debate prevê entrega de urânio enriquecido pelo Irã e reabertura do Estreito de Ormuz em troca do alívio de sanções americanas.

O líder da oposição de Israel, Yair Lapid, elevou o tom contra o governo israelense nesta segunda-feira (25) ao afirmar que o acordo negociado entre Estados Unidos e Irã representa uma grave perda diplomática para Israel e expõe uma queda na capacidade de influência de Benjamin Netanyahu sobre Washington.

Durante entrevista em Jerusalém, Lapid afirmou que os termos atualmente discutidos entre americanos e iranianos são “ruins para Israel, ruins para a região e ruins para os cidadãos iranianos”.

O oposicionista também acusou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de fracassar na tentativa de convencer o governo de Donald Trump a endurecer as condições impostas a Teerã.

Termos do entendimento

Segundo autoridades da região, o acordo em negociação prevê que o Irã entregue seu estoque de urânio altamente enriquecido e promova a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo global, em troca do fim do bloqueio americano aos portos iranianos e da suspensão de sanções econômicas.

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O entendimento ainda deixaria para uma segunda etapa temas considerados centrais do programa nuclear iraniano. Questões como mísseis balísticos e o apoio de Teerã a grupos armados no Oriente Médio continuariam sendo negociadas posteriormente, em um prazo de até 60 dias.

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Lapid afirmou que o acordo atual se distancia dos objetivos anunciados por Israel e pelos Estados Unidos no início da guerra, em 28 de fevereiro, quando os dois governos prometeram destruir a estrutura militar iraniana, conter o avanço nuclear do regime e enfraquecer sua rede de aliados na região.

Pressão sobre Netanyahu

O líder oposicionista declarou ainda que Israel atravessa “o ponto mais baixo de sua capacidade de influenciar decisões em Washington”, em uma crítica direta à condução diplomática do governo Netanyahu durante o conflito.

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As declarações ocorreram após a agência Reuters informar, citando duas fontes, que Netanyahu admitiu em conversas privadas que Israel possui atualmente pouca margem para alterar as decisões de Trump sobre o Irã.

As negociações entre Washington e Teerã avançam enquanto a guerra no Oriente Médio se aproxima de três meses e mantém o mercado internacional sob tensão diante dos riscos para a segurança regional, o fluxo global de petróleo e a estabilidade geopolítica no Golfo.

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