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‘O céu é o limite’: analistas veem petróleo sem teto de preço com crise no Oriente Médio
Publicado 09/03/2026 • 11:09 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 09/03/2026 • 11:09 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
O preço do petróleo estava a caminho do maior salto em um único dia quando analistas passaram a advertir, nesta segunda-feira (9), que não há precedente para o que os mercados de energia estão vivendo.
O Brent chegou a US$ 119,50 por barril e o WTI a US$ 119,48 na máxima da sessão, antes de reduzir os ganhos após o Financial Times noticiar que os ministros de finanças do G7 realizariam uma reunião de emergência para discutir a liberação coordenada de reservas de petróleo.
Por volta das 09h30 (horário de Brasília), o Brent operava em alta de 12,8%, a US$ 104,53, e o WTI subia quase 12%, a US$ 101,76.
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Neil Atkinson, ex-chefe da divisão de petróleo da Agência Internacional de Energia (AIE), foi direto ao ponto ao ser questionado sobre até onde os preços poderiam chegar. “Desculpe, estamos entrando no reino das suposições fundamentadas. Não há precedente para isso. O céu é o limite”, disse Atkinson à CNBC.
Para ele, o fechamento do Estreito de Ormuz é algo que os mercados de energia nunca haviam enfrentado. Se nada mudar rapidamente, “estamos diante de uma crise energética potencialmente sem precedentes”, afirmou ao programa Squawk Box Europe.
Atkinson detalhou o risco de um colapso em cadeia. Com o estreito fechado, os estoques globais de petróleo seriam consumidos progressivamente. “Se essa paralisação persistir, com a produção efetivamente interrompida no Iraque, possivelmente no Kuwait e talvez até na Arábia Saudita com o tempo, vamos enfrentar uma crise como nunca vimos antes”, alertou.
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Os preços recuaram das máximas depois que o Financial Times informou que os ministros de finanças do G7 se reuniriam em caráter de emergência para discutir uma possível liberação conjunta de reservas de petróleo, coordenada pela AIE. O Tesouro britânico e o governo francês confirmaram à CNBC que a chamada ocorreria ainda nesta segunda-feira.
Tyler Goodspeed, economista-chefe da ExxonMobil, disse ao Squawk Box Europe que havia um consenso, na semana passada e ainda hoje, de que todos os países, exceto a Rússia, tinham interesse na retomada do tráfego normal pelo Estreito. Mas afirmou ser cético em relação a esse cenário.
“Quando penso na distribuição de probabilidades dos possíveis desfechos, parece que há muito mais cenários, e cenários mais prováveis, em que o estreito permanece efetivamente fechado por mais tempo do que cenários em que o tráfego normal é retomado”, disse Goodspeed.
Analistas do Societe Generale alertaram em nota publicada nesta segunda que paralisações prolongadas de produção nos países do Oriente Médio “aumentam materialmente” o risco de complicações na retomada das operações.
“Os Emirados Árabes Unidos são provavelmente o próximo produtor em risco de interromper a produção, potencialmente nos próximos cinco a sete dias”, escreveram os analistas. O Qatar também foi citado como vulnerável, embora seus volumes de petróleo sejam modestos em relação à sua exposição ao mercado de gás natural liquefeito.
A Arábia Saudita enfrenta risco menos imediato, segundo o banco francês, mas cortes de produção se tornariam plausíveis caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado por mais duas a três semanas.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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